Lista 7 – Milk Shakes Imperdíveis em São Paulo

Diz a lenda que a primeira aparição do milk shake (de que se tem notícia) foi em 1885 em um jornal americano. No começo, não foi muito bem aceito pela sociedade porque tinha um gosto muito forte. Parte dos ingredientes eram ovos e whisky.

Essa delícia só foi amplamente aceita depois da mudança no preparo e da invenção de eletrodomésticos como o liquidificador. A partir da década de 30 a mistura de leite, sorvete e outros ingredientes batidos nunca saiu de moda e vira e mexe aparece algum sabor diferente dos tradicionais – chocolate, baunilha, morango e flocos.

Aí que quero chegar: os sabores diferentes. Aqui em São Paulo temos muitas opções de hamburguerias que apostaram e acertaram as misturas. Não vou arriscar dizer quais são os melhores pois isso varia muito de pessoa pra pessoa mas, depois de experimentar vários deles, preparei uma lista com os 7 que eu pessoalmente acredito que aqueles que gostam muito de milk shake deveriam experimentar. A descrição dos ingredientes foi tirada do cardápio dos restaurantes e como eu quase sempre tomo os shakes primeiro pra depois lembrar de tirar as fotos, as imagens foram retiradas das páginas oficiais do Facebook de cada estabelecimento.

1 – Guinness com Jack Daniels

Apesar de ser alcoólico, o milk shake tem um sabor bem suave. É o milkshake mais caro da lista, mas acredite: é bom demais!

Ingredientes: Sorvete Häagen-Dazs, cerveja Guinness, whisky Jack Daniels.

Onde: Meats – Pinheiros

2 – Ferrero Rocher

Preciso dizer mais que isso? Qualquer coisa com Ferrero Rocher fica uma delícia! Eles também tem milk shake de oreo, paçoca e doce de leite geniais!

Ingredientes: Sorvete Häagen-Dazs, Ferrero Rocher e cobertura especial.

Onde: Snack Point – Alto de Pinheiros, Vila Leopoldina

3 – Paçoca

Pensei que seria muito doce, mas eles souberam medir bem os ingredientes para deixar uma textura cremosa com sabor equilibrado e crocante.

Ingredientes: Sorvete de doce de leite e baunilha Häagen-Dazs e paçoca.

Onde: General Prime Burger – Itaim Bibi, Shopping JK Iguatemi e Market Place.

4 – Body Count

Vou descrever esse milk shake apenas como simples e gostoso! Chocolate com o gostinho de Baileys no fundo. Consulte o cardápio desta hamburgeria, pois eles tem outros milk shakes especiais e que também merecem ser experimentados.

Ingredientes: chocolate e licor Baileys

Onde – Rock’n’Roll Burger – Consolação

5 – Churros

Pra quem ama milk shake E churros, é obrigatório experimentar este sabor. O milk shake vem acompanhado com 3 churros, tamanho destes varia de acordo com o tamanho do milk shake que você pedir.

Ingredientes: Quando eu passei lá, o milk shake ainda não estava no cardápio. Vou arriscar aqui que tem doce de leite, sorvete de creme e um pouquinho de canela.

Onde: Jazz Restô & Burgers – Ana Rosa

6 – Gianduia

Gianduia é uma mistura de chocolate com pasta de avelã, na proporção 70% e 30%, respectivamente. Apesar de avelã lembrar Nutella, aqui o sabor também me parece menos doce que o do milk shake só de Nutella.

Ingredientes: Sorvete de chocolate, gianduia, calda caseira de chocolate, chantilly e alguns segredos.

Onde: Lanchonete da Cidade – Jardins, Moema, Pinheiros e nos shoppings Cidade Jardim e Higienópolis.

7 – Oreo

Esse milk shake fica em último lugar por não ser tão cremoso quanto os já mencionados, mas nem por isso deixa de ser gostoso. O legal do Gibi é que eles sempre estão inventando umas misturas malucas nos shakes e nos drinks.

Ingredientes: sorvete de creme e oreo

Onde: Gibi Cultura Geek – Vila Mariana

BONUS TRACKS        

Milk shakes que ainda não experimentei, mas estão na minha lista:

Kit Kat com Amarula, no Chip’s Burger

Five-Dollar Shake – sorvete de chocolate branco, calda de chocolate, camadas de ovomaltine cristal e chantilly, no Big Kahuna Burger

E vocês? Sugestões de milk shakes imperdíveis?

Se tiver, podem me mandar que vou experimentar com todo o prazer!

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Zhangye Danxia Parque Geológico

Localizada na província de Gansu, a cidade de Zhangye é a porta de entrada para uma atração única – o Zhangye Danxia National Geological Park. Acho que poucas pessoas já ouviram falar desse lugar incrível – inclusive alguns chineses que conversamos em Pequim.

Ao contrário do que nós pensávamos, Zhangye não é uma cidade pequena no meio das montanhas. O centro da cidade é bem estruturado e os visitantes não tem dificuldade nenhuma de se locomover ou de encontrar supermercados, restaurantes e lojas.

Centro de Zhangye

A grande atração da cidade é o Parque Geológico com suas montanhas coloridas que parecem pintadas à mão. Dizem que os melhores meses para ir são de Junho à Setembro por causa da intensidade de luz que ajuda a destacar mais ainda as cores das montanhas. Neste post vou explicar como fazer para chegar lá!

De Pequim a Zhangye

Existem trens de Pequim a Zhangye. O problema é que esse trajeto leva no mínimo 18h de viagem. Alguns trens levam até 24h para chegar ao destino. Se você precisa economizar tempo, eis o que fizemos:

  1. De Pequim, pegamos um voo a Lanzhou. Duração: pouco mais de 1h / Valor: RMB¥640.
  2. O aeroporto de Lanzhou fica muito distante do centro da cidade, onde fica a estação de trem Lanzhou West, praticamente uma viagem. Negociamos com um taxista e ficou em RMB¥200 a corrida. O trajeto também durou aproximadamente uma hora. Existem ônibus que saem do aeroporto para o centro da cidade, que saem com intervalo de uma em uma hora e custam RMB¥30. Não optamos pelo ônibus por questões de horário apertado.
  3. Pegamos um trem da estação Lanzhou West até a estação Zhangye West. Duração: 3h30 / Valor: RMB¥190.

Economizando tempo, o trajeto levou praticamente 6 horas.

Em Zhangye, há duas estações de trem: Zhangye e Zhangye West. Elas não ficam próximas uma da outra. Zhangye West é uma estação nova e quando fomos ainda nem estava no mapa. Sempre peça instruções de como chegar à equipe do hostel / hotel onde você vai ficar.

O Hostel

Ficamos no Qicai Danxia International Hostel. Não fica distante da estação Zhangye West. O taxista fechou o preço em RMB¥40 para nos levar da estação ao hostel, mas depois vimos que foi muito caro pela pouca distância. Cuidado na hora de negociar!

Esse hostel foi a única grande furada da viagem. É super cheio de pó, tanto que quando chegamos lá tivemos que fazer uma limpezinha no quarto para conseguir respirar direito. Até pedimos um aspirador pra passar no carpete, mas o aspirador que mandaram foi uma senhorinha chinesa com uma vassoura de folha de alguma árvore e uma pá – o que não resolveu muita coisa. No fim das contas, a gente se virou lá e ficou OK. Pelo menos de preço não podemos reclamar, foi barato até demais.

Apenas um dos recepcionistas falava inglês, com os outros só nos comunicamos através do google tradutor offline (ou eles mostravam a tela do computador deles com o Baidu tradutor).

Um ponto positivo é que as camas do hostel podem ser ligadas na tomada para aquecer o colchão. Zhangye é uma cidade que faz bastante frio à noite. Outro ponto positivo é que lá eles já arranjam o transporte até o Parque Geológico.

Parque Geológico Zhangye Danxia

Lá no hostel, pagamos RMB¥50 pelo transporte de ida e volta ao parque e fomos em uma van com outros chineses. Caso queira, também é possível ir de táxi e combinar o preço e o horário com o motorista. Pelo que vi na Wikitravel, na rodoviária de Zhangye tem um ônibus que leva até o parque por é RMB¥10, mas não ficam te esperando na saída assim como as vans e os táxis.

Prepare sua mochila com: água, comida (lá não tem onde comprar nada), uma blusa corta vento e leve um descongestionante nasal para umidificar o nariz se você tiver problemas com tempo seco.

No parque, o ticket para entrada é de RMB¥40 e há um ônibus que te transporta dentro do parque por RMB¥20. Você pode fazer a pé, mas recomendo que faça com o ônibus porque a distância entre os pontos é muito grande mesmo.

Pelo parque, existem 4 plataformas para visualizar as montanhas. A distância entre elas é de aproximadamente 8 km. Durante as paradas nas plataformas, é possível ver quadros com as explicações de como as montanhas ficaram coloridas daquele jeito: pela erosão de arenito vermelho e depósitos de minérios combinados com as condições climáticas do local e à movimentação das placas tectônicas.

Você vai ver placas também que mostram as formas que os chineses enxergam olhando para as montanhas, igual quando brincamos com o formato das nuvens. Dragões brincando com fogo, Budas deitados, guerreiros etc.

Ficamos lá até o por do sol. Quanto mais próximo do por do sol, mais intensas as cores das montanhas ficam. Por isso é recomendado a visitação na parte da tarde. Dizem que um dia depois de chover as cores ficam mais fortes ainda. Saímos do hostel às 14h e o motorista da van nos esperou até quase 20h30.

O bom de ter ido com um grupo de jovens chineses é que uma serviu de intérprete. Também ensinamos a eles alguns ritmos brasileiros enquanto esperávamos o sol se por. Foi uma viagem e tanto!

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Na Cidade
A cidade de Zhangye tem umas praças e parques legais de visitar. Também há o Templo do Buda Gigante. Aqui não é comum ter muitos visitantes ocidentais, então a principal atração pode acabar sendo você! Quem não sabe falar inglês acaba acenando ou falando um “hello”, quem sabe se arrisca a conversar, perguntar de onde você vem e pede para tirar fotos. Encontramos apenas um casal europeu na cidade, e quando eles nos perguntaram se já tínhamos visitado o Parque Geológico, um monte de chineses se aglomeraram à nossa volta para observar a conversa!
Próximo ao hostel, haviam diversos restaurantes pequenos e um deles a gente comeu a melhor e mais barata comida da viagem. A gente conseguia ver a senhora preparar a comida, tudo limpo e bem feitinho. Você também pode ter a oportunidade de comer no Dico’s, um famoso fast food chinês.
Sobre pegar o ônibus número 01 até a estação de trem de Zhangye, muito cuidado: existem dois ônibus que tem o número 01, um verde e um amarelo. O que vai para a estação de Zhangye (não é a Zhangye West) é o amarelo.

Parques de Zhangye

Nós não fizemos, mas você pode fazer!
Existem duas excursões que são possíveis a partir de Zhangye: Mati Temple Grotto, um templo feito em uma gruta e a visita ao grupo étnico Yugu, com suas tradições e folclores. Essa última queria muito fazer, uma pena que não deu!
De qualquer forma, todo o esforço vale – e muito – a visita ao Parque Geológico. Provavelmente não há nada parecido em nenhum outro lugar! Aproveite a viagem à China para fazer este passeio!

Garotinho lindo de Zhangye posando pra foto

PRÓXIMA PARADA: XIAN

Pequim

Pequim é uma cidade magnífica onde o milenar se mistura harmoniosamente com o moderno. O nome Pequim significa “Capital do Norte”. Há indícios que o local havia sido ocupado em 1045 AC. Muitas dinastias ocuparam a cidade até que em 1215 o exército do líder mongol Genghis Khan conquistou a região e construiu o que seria a capital de um império. Essa conquista foi um divisor de águas para a cidade que mais tarde se tornaria Pequim, pois foi a partir daí que ela foi se transformando em um polo cultural e político.

Outra dinastia que teve muita influência no desenvolvimento da cidade foi a dinastia Ming. Grandes construções como a Cidade Proibida e parte do Templo do Céu foram elaboradas durante o reinado desta família.

Depois de ser uma influente cidade de um império, diversas outras batalhas ocorreram nos séculos que se seguiram. E até em um passado não muito distante Pequim continuou sendo palco de muita história: acho que todos se lembram da foto “O Rebelde Desconhecido”  – um homem sozinho, parado em frente à tanques de guerra em plena Praça da Paz Celestial no ano de 1989 onde as pessoas faziam um protesto contra o Partido Comunista.

Hoje, só em Pequim existem sete locais que levam o selo de Patrimônio Mundial da UNESCO:

  • A Cidade Proibida;
  • O Templo do Céu;
  • Os túmulos imperiais das dinastias Ming e Qing;
  • A aldeia de Zhoukoudian;
  • O Palácio de Verão;
  • O Grande Canal;
  • A Grande Muralha da China.

São todos lugares incríveis sim. Mas o que sempre me motivou para fazer uma visita à Pequim foi a possibilidade de visitar a Grande Muralha. Sempre que eu assistia um documentário sobre o assunto, ficava impressionada com um trabalho tão bonito e grandioso. Mas chega de história e vamos ao que interessa! Nesse post, vou contar um pouco de como foi a visita a esta cidade cheia de encantos.

De São Paulo a Pequim

Voamos de São Paulo a Pequim pela Air China. Levamos praticamente um dia inteiro de viagem, com uma pequena escala em Madrid. A Air China não é tão diferente das demais companhias aéreas. Há uma boa variedade de músicas, filmes e séries para você se entreter durante a longa viagem (as legendas podem ser em chinês, inglês e francês). O atendimento foi muito bom e a comida é bem servida. Aí você já pode ir se acostumando com o que vem pela frente na China: muito macarrão, arroz e frango.

O aeroporto de Pequim é bem grande e moderno. A imigração foi simples e rápida, sem perguntas. Apenas uma pequena conferência cara-crachá e o carimbo fácil e rápido.

Para sair do aeroporto até a cidade, você tem duas opções: táxi e o trem que faz conexão com o metrô de Pequim – extenso e bem eficiente. Nós preferimos a segunda opção porque o taxista queria ¥600 para nos levar até o hostel. As informações na Wikitravel diziam que o valor do aeroporto a cidade varia entre ¥70-¥120. Então fique atento, porque eles querem fazer preços fechados exorbitantes para arrancar dinheiro dos turistas.

O serviço de trem Airport Express passa pelos terminais do aeroporto e depois vai para a cidade. O bilhete custa ¥25 e leva no máximo meia hora até fazer a conexão com o metrô. Você pode descer na estação Dongzhimen (linhas 2 e 13)  e Sanyuanquiao (linha 10). Ao pegar o metrô, você precisa saber exatamente a estação que vai descer, pois o valor da passagem é baseada na distância percorrida. Fique atento também ao horário. Na China, o metrô para de prestar serviço bem mais cedo que aqui, e pode ser que um pouco antes das 23h você já não vai conseguir utilizar o serviço.

O Hostel

O Templeside Deluxe Hutong House tem todo um cuidado com a decoração para fazer você se sentir numa China bem tradicional. E por ser em um Hutong, você pode vivenciar uma cultura que está morrendo em Pequim. A grosso modo, hutongs são pequenos bairros com ruas emaranhadas bem estreitas que possuem um modo de vida próprio. Em uma pequena entrada ou rua, um mundo de casas e vielas é aberto diante dos nossos olhos. Eu comentei que isto está morrendo, pois o progresso da cidade faz com que os hutongs sejam demolidos para dar lugar a novas construções, avenidas, e estações de metrô.

O hostel

O hostel fica a uns 10 minutos a pé de uma estação de metrô e na avenida há algumas opções com padaria, restaurantes, mercados de frutas e lojinhas. O recepcionista foi bem legal com a gente, sempre dando dicas e ajudou bastante na hora de agendar o passeio para as muralhas pelo telefone. O preço do hostel nas grandes cidades como Pequim são um pouco mais caros do que o comum.

O QUE FAZER
Praça da Paz Celestial

A Praça da Paz Celestial (Tian’anmen Square) fica bem em frente à entrada da Cidade Proibida. Como a saída da Cidade Proibida fica aos fundos, um pouco distante da entrada, talvez seja mais prático dar uma passadinha na praça antes. Nela podemos encontrar monumentos aos heróis da revolução, o Grande Salão do Povo, o Museu Nacional da China e um memorial à Mao Zedong, que proclamou a república naquele local em 01/10/1949.

É bem fácil chegar à Praça da Paz Celestial e à Cidade Proibida de metrô. Basta descer na estação Tian’anmen East ou Tian’anmen West e seguir o fluxo.

Cidade Proibida

Nossa primeira parada foi a Cidade Proibida, que é um complexo palaciano (o maior do mundo!) onde 24 Imperadores das dinastias Ming e Qing reinaram durante alguns séculos (entre os anos de 1644–1911). Leva esse nome pois  era totalmente proibida a entrada de pessoas consideradas comuns, já que o imperador era considerado filho do céu e acreditava-se que o poder de Deus estava sobre ele. Eles também acreditam que o Palácio é uma réplica da morada de Deus nos céus e deveria haver 1.000 cômodos no complexo porém, como não se podia atingir a perfeição dos deuses, eles deveriam construir 9.999 cômodos e meio. Na verdade, existem pouco mais de 8.700 cômodos (coisa pra caramba!).

Entrada da Cidade Proibida

Sendo assim, já podemos perceber que a visitação leva horas, e olha que diversas partes não estão abertas ao público. Então prepare-se: leve sua água e alguma coisa para comer na mochila. Preste bastante atenção nas placas para respeitar a cultura local. É proibido tirar fotos dentro dos templos.

Destaques da Cidade Proibida

  • Os Três Grandes Salões: Salão da Harmonia Suprema, Salão da Harmonia Média e o Salão da Harmonia Preservada. Para saber mais sobre a função de cada uma, leia a matéria Como Tudo Funciona – Cidade Proibida.
  • Sala dos Relógios
  • Jardim Imperial
  • Palácio da Paz e Longevidade – como se fosse uma miniatura da Cidade Proibida, onde se encontra o famoso painel dos Nove Dragões e outros salões que são conhecidos como a Galeria do Tesouro.

Salão da Suprema Harmonia – O leão com a pata em cima do globo representa o poder do Imperador no mundo; a leoa com a pata em cima de um filhote representa a fertilidade do imperador (Foto de Márcio Rocha)

As gigantes cubas de cobre armazenavam água para combater incêndios (Foto de Marcio Rocha)

Como já mencionado, a entrada para a Cidade Proibida é feita apenas pelo portão principal, chamado Portão Meridiano. A saída é feita por outros três portões. Caso queira voltar em um tradicional riquixá, muito cuidado ao negociar o preço; muitos golpes são denunciados por turistas. Deixe as coisas sempre bem claras para evitar qualquer problema com o condutor.

Complexo Olímpico

Um bom passeio para fazer à noite é a visita ao complexo olímpico. Descendo na estação Olympic Park você vai se deparar com o estádio nacional conhecido como Bird’s Nest (Ninho de Pássaro), o centro aquático chamado Water Cube, a Torre de Observação e um incrível jogo de luzes para tudo quanto é lado.

Complexo Olímpico (Fotos de Márcio Rocha)

Palácio de Verão

Na minha cabeça, o Palácio de Verão era aquela construção que sempre aparece quando a gente coloca no Google Imagens. Para minha surpresa é um outro enorme complexo, construído em 1750 pelo Imperador Qianglong como um refúgio da antiga cidade imperial. Segundo o China Highlights, o Palácio de Verão tem aproximadamente 70 mil metros quadrados e contém 3.000 casas. A arquitetura de cada uma delas é muito interessante, sem contar a vista do alto e o lindo lago Kunming.

Destaques do Palácio de Verão

  • Pagode do Incenso Budista – o mais alto edifício do complexo, fica no topo da Colina da Longevidade. Era esse que eu pensava ser o palácio.
  • O Longo Corredor
  • A Rua de Suzhou – Suzhou é uma cidade construída sobre as águas e geralmente é chamada de Veneza do Oriente. A Rua de Suzhou do Palácio de Verão tem diversas lojinhas à beira do Rio.
  • Templo da Virtude Budista
  • Galeria da Benevolência e Longevidade
  • A Ponte dos Dezassete Arcos

Rua de Suzhou

Pagode do Incenso

O Longo Corredor

E no final do longo corredor encontramos todas essas cores e detalhes!

Coloque seu calçado mais confortável e novamente: não esqueça de levar em sua mochila água e algo para comer. São horas de visitação, com muitas escadas e caminhos irregulares. Para chegar lá, desça na estação Beigongmen.

O Templo do Céu

Considerado o templo imperial mais importante, o Templo do Céu foi construído em 1420 durante o reinado do Imperador Zhu Di da Dinastia Ming. Hoje está localizado em um parque que na época era o jardim real. Este parque é um ótimo lugar para observar a cultura local. Na entrada do parque, na parte da manhã, pessoas mais idosas praticam o Tai Chi e à noite, há uma dança em casal. Dentro do parque é comum ver pessoas idosas com caixas de som cantando músicas tradicionais. Ainda à noite, passando o Templo do Céu, fique para assistir os chineses empinando enormes pipas cheias de luzes (nem preciso dizer que chineses amam luzes :P) é lindíssimo!

Pipas Coloridas

Acho que nem precisa de cerol nas linhas dessas pipas

Museu da Seda

A Beijing Dong Wu Silk Museum é uma loja que vende roupa de cama, vestidos e lenços de seda e que mostra como é o processo de fabricação da seda chinesa. Caso você tenha curiosidade e interesse em comprar este tipo de produto, aqui é o lugar ideal.

Tradicionais Casas de Chá

Eu nunca gostei de chá até visitar uma Casa de Chá tradicional em Pequim. Os aromas são únicos; a habilidade das mulheres que o preparam é impressionante. Nós fizemos um tour onde este passeio estava incluso e a casa de chá chama Shen Shen Cha Yi Guan ou Shenshen Tea House. Existem várias espalhadas pela cidade. Uma bem tradicional é a Lao She Tea House, mas os preços são bem salgados. Cuidado com golpes em casas de chá. Procure perguntar no hotel ou hostel um bom lugar pra ir. O guia da Lonely Planet recomenda três lugares: Laijinyuxuan Teahouse, Tangren Teahouse e Black-tea Tea Room.

Shenshen Tea House – a tradicional maneira de fazer chá na China explicado em um inglês impecável

Torre do Tambor

Construída em 1272 por um dos Khan, a torre do tambor tinha como finalidade não só avisar as horas mas também ser um polo cultural para a cidade. É bem agradável andar nos arredores do local. Andamos por um centro comercial bem diferente até chegar lá. Depois, fomos a um lugar muito bom para passear à noite. O lago Houhai é cercado de restaurantes e bares. Foi muito legal conhecer um pouco disso. A maioria tinha música ao vivo, e os gerentes só ficam na porta convidando as pessoas para entrar. Para chegar lá, desça na estação Shichahai.

Bares às margens do Lago Houhai (Foto de Márcio Rocha)

A Grande Muralha da China

Nem vou entrar muito na história da Muralha pois ela é bem complexa. Resumindo: é um conjunto de diversos trechos de muralhas, construídos em diferentes períodos da história. Acredita-se que por volta de 650 AC começaram construções de muralhas com a intenção de defender a fronteira de territórios, só que em menor escala. Por volta de 220 AC que passaram a ter o formato que vemos hoje. A intenção era a mesa: defender os territórios.

Aqui, a parte de grande expectativa da viagem para mim. Mas vamos do começo: é possível visitar diversos trechos da Grande Muralha. É bom você pesquisar previamente qual parece ser mais interessante. Quando estávamos no Palácio de Verão, uma chinesa que é guia entregou um cartão e com ela agendamos o passeio para a seção de Mutianyu que, segundo o recepcionista do hostel, era mais bonito e mais tranquilo (menor quantidade de turistas). Este trecho foi restaurado recentemente.

Aqui está um mapa do China Highlights com os trechos que podem ser visitados. Pela legenda pode ver que há seções que recebem mais turistas, outras que não foram restauradas. Clique aqui para ver uma descrição detalhada dos 10 melhores trechos que podem ser visitados.

Trechos famosos da Grande Muralha próximas a Pequim

Ter visitado o trecho de Mutianyu foi uma grata surpresa. A muralha em meio às montanhas é espetacular. Quase caiu uma lágrima do meu olho de tão lindo que é. Talvez fosse a emoção de um sonho realizado.

Ah, essa vista! ❤

O interessante é que a subida é feita por um teleférico e para a descida você tem a opção de voltar com o teleférico ou descer de tobogã. Sim, você não entendeu errado: descer de tobogã! São quase 5 minutos de descida e olha, foi demais! Valeu cada centavo! Abaixo o vídeo da gente descendo pelo tobogã.

Falando em centavos, reserve uma boa quantia em dinheiro para visitar a muralha. Vamos às contas:

O tour foi Museu da Seda + Casa de Chá + Fábricas de Porcelanas + Grande Muralha. O preço por carro era ¥400 e cabiam umas 6 pessoas. Estávamos em 4 pessoas, então foram ¥100 para cada um. Leva o dia todo. Não se paga ingresso no Museu da Seda / Casa de Chá / Fábrica de Porcelanas (eles ficam na expectativa que você compre algum dos produtos vendidos). No fim do tour, os guias pedem uma caixinha básica.

Quem quiser contatar a Linda pra fazer os passeios, seguem os contatos dela:

Tel: 13381287819 / e-mail: linda880330@163.com

Entrada para a Grande Muralha: ¥100 + ¥50 para subir de teleférico e descer de tobogã.

Curiosidades sobre Pequim
  • Existe uma faixa que limita o lugar em que você deve esperar o metrô na plataforma.  Ouse ultrapassar o limite que o fiscal dá logo um apito no seu ouvido!
  • Há uma Iogurte bem típico em Pequim, chamado Nai Lao. Ele é feito de algum derivado de arroz, mas tem sabor de iogurte grego. Vem num tradicional pote de vidro e pode ser encontrado facilmente pela cidade. Só procure comprar os que são conservados na geladeira; alguns lugares não tem esse cuidado e podem dar bem ruim.
  • Caso você esteja planejando ir à Pequim em abril, procure qual a data que cai o feriado Qingming: ele dura 3 dias e os chineses lotam os pontos turísticos.
  • Existem diversas “padarias” mas os pães sempre são doces ou agridoces, mesmo os que vem com alguma coisa que parece frango ou porco. A melhor padaria que comemos foi da rede Maky’s. Tudo o que a gente comia lá era gostoso!
  • Em Pequim não se vê tantos ocidentais juntos como em Xian ou Xangai. Mesmo aqui as pessoas vão te parar pra pedir fotos!
  • Se você gosta de carne de porco, não deixe de provar os famosos dumplings.
  • Não deixe de se arriscar na culinária, coma coisas que você nunca vai saber o que é! XD

O post ficou bem grande, mas Pequim é bem mais que isso!

Recomendo buscar mais informações no site China Highlights e no guia da Lonely Planet (você pode comprar o capítulo de Pequim por US$4,95 ou o livro inteiro em formato digital por US$24,49).

Próxima parada: Zhangye