Playlist Para Viagem

Toda viagem pede uma boa trilha sonora com músicas que te motivam a colocar o pé na estrada e explorar cada local que você visita.

Aqui está uma playlist que eu montei no Spotify justamente para isso.

Alguns destaques para inspirar a viajar:

Steppenwolf – Born to be Wild
“Get your motor running… head out on the highway! Looking for adventure and whatever comes our way!”

Tim McMorris – A Beautiful Life
“Take a look and see a beautiful morning, that turns into a beautiful evening
And together make a beautiful life… and if you want to see then come along with me that’s right…”

Aerosmith – Fly Away From Here
“We all make mistakes but it’s never too late to start again, take another breath
And fly away from here, anywhere, yeah I don’t care…
Our hopes and dreams are out there somewhere!
Won’t let time pass us by, we’ll just fly

Maybe you and I could pack our bags and say good-bye”

Spock’s Beard – As Long As We Ride
“Let’s get this engine started, pack up the trunk with all we own
Can’t think of a reason we should stay”

U2 – Beautiful Day
“See the world in green and blue, see China right in front of you
See the canyons broken by cloud, see the tuna fleets clearing the sea out
See the Bedouin fires at night, see the oil fields at first light and
See the bird with a leaf in her mouth, after the flood all the colors came out

It’s a beautiful day, don’t let it get away!”

Aproveite sua viagem! 🙂

Advertisements

Lista 7 – Narrativas Gráficas de Não-Ficção

Há tempos os quadrinhos estão presentes no nosso dia a dia, seja com a finalidade de entreter ou fazer críticas. Muitos já tiveram uma oportunidade de ler uma charge em um jornal ou uma revistinha da Turma da Mônica. Outros ainda tem aqueles quadrinhos dos mais famosos heróis da Marvel e da DC. Mas e quando a história real encontra a arte? Não ficaria muito mais didático?

Uma Graphic Novel – expressão traduzida para o português como “Narrativa Gráfica” ou “Romance Gráfico” – basicamente é um livro em quadrinhos. Escolhi usar Narrativa Gráfica no título simplesmente porque me soa melhor. Não sou nenhuma perita no assunto mas escolhi 7 livros do gênero de não-ficção (já que existem graphic novels de super heróis também) para apresentar a vocês.

1 – Área de Segurança: Gorazde – Joe Sacco

O jornalista Joe Sacco é reconhecido mundialmente por mostrar sua experiência em áreas de conflitos através de quadrinhos. Área de Segurança: Gorazde recebeu em 2001 o Prêmio Eisner de Melhor Graphic Novel Original. Enquanto o foco da imprensa mundial era Sarajevo, Joe quis contar o lado da história que foi completamente deixado de lado, o lado das pessoas que viviam na parte oriental da Bósnia – bem mais próximas à fronteira da Sérvia. A ONU designava certas “Áreas de Segurança” na região, que na verdade não eram nada seguras. O livro é bem didático -mostra todo o pano de fundo histórico dos conflitos – mas é muito mais humano. Podemos ver a guerra sob a perspectiva de quem estava ali lutando para sobreviver e qual a reação dessas pessoas após o término dos conflitos.

Eu acabei comprando na Amazon BR uma edição especial de aniversário de 10 anos do livro em inglês com capa dura, diversas fotos, anotações que o Joe fez no período que esteve lá, rascunhos dos desenhos e o mais legal, como estava a vida das pessoas que marcam presença no livro 16 anos após a passagem do jornalista na Bósnia. Outras obras aclamadas do autor são: Palestina e Notas Sobre Gaza.

joe-sacco-gorazde

2 – Maus – Art Spiegelman

Art Spiegelman tem uma longa carreira como cartunista e autor de quadrinhos. Filho de um polonês judeu que sobreviveu ao campo de concentração em Auschwitz, Spiegelman resolveu contar a história de seu pai em quadrinhos, o que lhe rendeu um prêmio Pulitzer por Maus. “Maus” em alemão significa “rato”. Os ratos retratam os judeus, os gatos são os alemães, os porcos são os poloneses e os cães são os americanos – e há outras referências além dessas. Esta sincera narrativa mostra não só os horrores do campo de concentração, mas também a difícil relação do autor com um pai traumatizado por tais horrores.

persepolis3 – Persépolis – Marjane Satrapi

Depois de ler os posts sobre o Irã no blog Gabriel Quer Viajar me interessei muito em saber mais sobre o país e não tinha como não parar no livro Persépolis de Marjane Satrapi, que mostra em quadrinhos como sua vida e de muitos outros iranianos foi alterada com a Revolução em 1979, que trouxe um regime conservador. Para quem é sobrecarregado com o ponto de vista midiático sobre o Oriente Médio, ler um livro como Persépolis é fundamental para desfazer alguns preconceitos e enxergar as coisas como elas realmente são: não só momentos de tensão, mas também como eles se divertiam no dia a dia burlando as imposições dos xiitas.

4 – Trinity – A História Em Quadrinhos da Primeira Bomba Atômica – Jonathan Fetter-Vorm

Pincelando a descoberta científica da radioatividade e indo até a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, Trinity (nome do primeiro teste nuclear nos EUA), mostra uma sequência de eventos históricos de uma maneira simples de entender. Na narração temos uma idéia de conflitos morais e ideológicos que aconteceram nos bastidores e nos faz refletir em como as coisas teriam sido se os nazistas tivessem descoberto como construir a bomba antes dos americanos. Há notícias de que alguns professores de história estão usando este livro para ensinar sobre o tema nas escolas.

5 – Pyongyang – Uma viagem à Coreia do Norte – Guy Delisle

Nesta narrativa gráfica temos a oportunidade de acompanhar a rotina de Guy Delisle nos dois meses que ele trabalhou em Pyongyang, Capital da Coréia do Norte e descobrir um pouco mais da cultura e do que acontece por lá (pelo menos do foi permitido que ele visse). É uma narrativa um pouco tragicômica. Para complementar esta leitura, recomendo o documentário The Propaganda Game, disponível na Netflix. Guy também tem narrativas gráficas de suas passagens em Jerusalém, na Birmânia e em Shenzen.

6 – O Jogo das Andorinhas – Zeina Abirached

Uma leitura curta que retrata apenas um dia na vida da autora durante a guerra civil em Beirute, no Líbano – cidade que estava dividida entre o lado cristão (Beirute Oriental) e o lado muçulmano (Beirute Ocidental). O Jogo das Andorinhas não é apenas sobre viver em meio à um conflito, mas também sobre como as pessoas nestas situações podem ser empáticas e consequentemente solidárias. Um fato interessante é que Zeina Abirached estava morando em Paris quando viu na televisão sua avó, ainda no Líbano, dando uma entrevista sobre a guerra civil e então decidiu produzir a obra.

7 – Ao Coração da Tempestade – Will Eisner

Aqui o antissemitismo é retratado pelos olhos de Will Eisner, que mesmo nascido nos EUA era visto como um estrangeiro. Ele era jovem no período que estourou a Segunda Guerra Mundial e olhando pela janela do trem que o levava “ao coração da tempestade” – ou à guerra – ele viu toda sua vida passando. Na obra, ele conta a história de sua família, os problemas que enfrentaram nas grandes crises econômicas nos EUA e a discriminação por causa de sua religião e etnia.

will-eisner

Will Eisner já desenhava tirinhas para jornais em 1937. Seu trabalho foi evoluindo e no final dos anos 70 começou a desenvolver narrativas gráficas. Neste meio tempo ele trabalhou no exército americano e por isso há muitas obras sobre histórias reais que ocorreram na Segunda Guerra, no Vietnã e na Coréia. Devido à sua importância na área de quadrinhos, em 1988 o “Eisner Awards” foi criado para ser um tipo de Oscar das histórias em quadrinhos. Quem se interessou aqui por narrativas gráficas de não ficção com certeza pode e deve pesquisar mais obras do autor.

Bonus Track

radioactiveRadioactive – Marie & Pierre Curie: A Tale of Love and Fallout – Lauren Redniss

Esse livro é sobre amor, ciência e história. É uma biografia da vida de Marie e Pierre Curie. É sobre a descoberta da radioatividade e suas consequências.

Alguns sites classificam este livro como uma narrativa gráfica, mas não há uma sequência em quadrinhos de fato. Está mais para um livro ilustrado mas achei interessante citá-lo aqui. A capa tem partes que brilham no escuro – mas se lembre que a radioatividade por si só não “brilha”, sendo necessário outros elementos para que fique visível.

O livro é aclamado não só pelas ilustrações e seus jogos de cores mas também por possuir muitas e fotos e documentos. Para escrever a história, Lauren Redniss foi atrás de especialistas sobre o assunto e entrevistou a neta dos Curie. Tem uma resenha muito boa do Washington Post sobre o livro (em inglês).

Radioactive não está disponível em português. Encontrei na Amazon aqui do Brasil depois de muito tempo procurando – quase não fica disponível no estoque, geralmente é encomendado de fora.

E caso vocês queiram conhecer mais história através da arte, aqui na Good Reads tem uma lista de narrativas gráficas de não-ficção.

Boa leitura!