Mostar

– Meu, ficou maluca? O que você vai fazer na Bósnia?

Resposta padrão de todos meus amigos quando eu dizia que queria ir pra Bósnia nessa viagem. Quando se fala “Bósnia”, provavelmente vem à memória da maioria das pessoas a triste guerra, o cerco de Sarajevo que passava na TV o tempo inteiro e as minas terrestres que ainda estão espalhadas pelo país. Mas não tinha jeito: quanto mais eu lia sobre o país, mais vontade eu tinha de ir pra lá. Como seria um país que passou por uma guerra tão recente? Como seria o povo? Obviamente não foi o país mais bonito que eu conheci, mas o que eu vi lá e o jeito das pessoas me marcou de uma forma que tomei a passagem pela Bósnia como uma lição de vida. No decorrer dos posts vou contar o porquê.

De Dubrovnik a Mostar

Em Mostar há uma estação de trem, mas em Dubrovnik não, então fui de ônibus. Diariamente saem uns 3 ou 4 ônibus de Dubrovnik a Mostar. O percurso dura mais ou menos de 3 a 4 horas. A estrada vai passando por lugares muito bonitos, bonitos e a partir daí,  pouco a pouco você começa a enxergar as marcas de uma das guerras civis mais sangrentas da história. Casas abandonadas no meio da estrada, com muitas marcas de tiro, algumas totalmente destruídas, acredito que por causa de algum míssil ou granada. É a preparação para o que vem pela frente em Mostar.

Mostar

Em Mostar

Os conflitos entre os países da antiga Iugoslávia foram tantos que é até difícil explicar de forma individual. Na Bósnia há três etinias e religiões dominantes:  bósnios sérvios (cristãos ortodoxos), bósnios croatas (católicos romanos) e bosníacos (ou bósnios muçulmanos) – como podemos ver, são os motivos de sempre para fazer guerra. Após a declaração de independência da Bósnia e Herzegovina, Mostar a princípio foi atacada pelo exército Iugoslavo (JNA). O então Conselho de Defesa da Croácia (formado pela etnia bósnio croata) e o Exército da República da Bósnia e Herzegovina  (bosníacos) uniram forças para expulsar o JNA de Mostar, e pouco após conseguir, o Conselho de Defesa da Croácia cercou e atacou a cidade entre 1992-1993. O cerco só acabou quando o Exército da República da Bósnia fez uma operação para conseguir tomar o poder novamente e acabar com o cerco. Podemos dizer que foi uma guerra entre croatas e muçulmanos.

Mostar é uma cidade histórica bem pequena e sem muitos recursos. Desta forma, mesmo tantos anos depois, eles não conseguiram reconstruir muita coisa. Se eu senti um soco no estômago vendo as esparsas casas destruídas à beira da estrada, meus olhos encheram de lágrimas quando o ônibus entrou na avenida principal. É muito diferente você ver uma foto aqui, outra ali enquanto lê a história e VER o conjunto todo com seus próprios olhos. É como se você conseguisse sentir um pouco do terror que as pessoas passaram ali. Marcas de bala para todos os lados e muitos edifícios completamente em ruínas, abandonados. À noite deve ser quase uma cidade fantasma.

Banheiro da estação em Mostar

A estrutura da cidade é meio precária. No guia que eu comprei diz que só há duas estações de ônibus, dois correios e dois corpos de bombeiros – um Croata e um Bosniak. A estação de trem fica ao lado da estação de ônibus. Para sentir a precariedade do lugar, basta ver o banheiro da principal estação de ônibus: a placa do banheiro feminino lembra uma mulher nos anos 80. Precisa pagar para usar o banheiro, e quando você entra, uma bela surpresa. Pelo menos tem wi-fi grátis na estação =)

Eu não sei como é a relação entre as pessoas dessas etnias na cidade, mas posso garantir que precisei de ajuda para chegar na Old Town de Mostar e as pessoas foram muito simpáticas e prestativas, apesar de muitos falarem só um pouco de inglês. Os que não falavam, eu dizia “Stari Grad” (cidade antiga) ou “Stari Most” (ponte antiga) e eles não só me apontavam a direção (uma senhora até desenhou o trajeto num pedaço de papel!) como só faltaram sair pra me levar até lá.

Curiosidade: o “ali” dos bósnios é igual o “ali” do mineiro: pelo que eles falam parece que é perto mas a distância é bem grande. Aconteceu comigo tanto em Mostar como Sarajevo. Em Mostar eu fiz tudo a pé mesmo, mas em Sarajevo, se você estiver cansado e não quiser andar, seja específico: peça a informação onde você pega o tram para ir para seu destino.

A princípio pode ser assustador andar por Mostar por causa de toda aquela destruição aparente, mas não tenha medo: não vi nenhuma pessoa suspeita na rua. Há poucos mendigos na cidade, mas a maioria pede em silêncio.

Mostar

Ruínas em Mostar

Marcas da Guerra

Muitas marcas

ONDE IR

OLD TOWN (STARI GRAD)

Deixei minha mochila no “Garderoba” – o guarda-volumes da rodoviária, peguei alguns marcos bósnios no ATM (mas lá eles aceitam euros e kunas também) e fui caminhar pela cidade antes de pegar um ônibus para Sarajevo. Fui seguindo o caminho que as pessoas me indicaram até chegar na Old Town de Mostar, que mostra bem a herança do Império Otomano na Bósnia. O comércio é bem intenso lá e as coisas são baratas. Andei bastante, fiz compras, escorreguei nas lisas pedras da Old Town, passei por algumas mesquitas, mas a minha surpresa maior foi chegar perto do rio Neretva. Acho que foi o rio mais lindo que eu já vi. A valsa “Danúbio Azul” (que de azul não tinha nada) deveria se chamar “Neretva Azul”, certeza! Com o calor, muita gente estava tomando banho no rio.

Rua da Old Town

OLD BRIDGE (STARI MOST)

A Stari Most (Ponte Velha) é o símbolo de Mostar. Ela foi finalizada no século XVI e inclusive havia sobrevivido à ocupação italiana na Segunda Guerra Mundial, mas não sobreviveu aos ataques dos bósnios croatas em 1993. Após o término da guerra, fizeram uma réplica da ponte original e ela inaugurou em 2004.

Old Bridge – Stari Most

MUSLIBEGOVIC HOUSE

Este hotel / museu conta um pouco da história do período do Império Otomano.

Site Oficial: http://www.muslibegovichouse.com/

MUSEUM OF HERZEGOVINA

Exposições e mostras históricas sobre Mostar e a Herzegovina. Conta com milhares de documentos, objetos e achados arqueológicos em sua exposição permanente.

Site Oficial: http://www.muzejhercegovine.com/

MESQUITAS

Para quem nunca teve a oportunidade de ver uma:

  • Karadozbeg Mosque
  • Koski Mehmed Pasa Mosque
  • Roznamedzi Ibrahimefendi Mosque

RUÍNAS

Você vai encontrar ruínas em toda a parte, mas as duas mais visitadas são: as ruínas da Igreja Ortodoxa e as ruínas do Ljubljanska Banka Tower.

Uma galeria de fotos de Mostar: http://www.pbase.com/alangrant/mostar

POR QUE IR A MOSTAR:

Um passeio por Mostar é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que você vê pura história e uma bela natureza, você vê as marcas da guerra de uma maneira muito profunda. Nesse momento que você se sente mal porque às vezes tem tudo, nunca passou por uma situação tão bizarramente horrível mas vira e mexe reclama por pouco, se amargura por menos ainda. Apesar das cicatrizes ainda não fechadas de uma guerra recente e de ainda existir uma barreira étnica no país as pessoas tratam quem vem de fora bem, não são revoltadas. Ir à Mostar ou outro lugar da Bósnia pode sim trazer uma lição que faz você refletir e melhorar. Fui aprender um pouco mais da força desse povo em Sarajevo. Conto tudo no próximo post.

Rio Neretva

Beleza natural de Mostar

Advertisements

Kotor e Budva

Como falei no post anterior, em Dubrovnik há possibilidade de fazer tours de um dia a Montenegro. Existem algumas opções diferentes de passeios para Montenegro e você pode escolher qual te chama mais atenção. Eu fiz pela Lea Travel por €40, um preço mais barato do que eu tinha visto em outras agências pela internet, onde a faixa estava entre €50 a €60.

Essas excursões partem de hotéis mais conhecidos. Você não precisa estar hospedado naquele hotel, é só você ver qual da lista está mais próximo da sua acomodação. Como eu estava no hostel próximo ao Pile Gate, a excursão saiu do Hilton, que ficava do outro lado da rua. Bem fácil.

O que pode ser um incômodo é a espera na fronteira. Além dos carros há vários ônibus cheios de turistas e os oficiais entram nos ônibus, pegam todos os passaportes, levam pra cabine, fazem a leitura e carimbam. A guia croata se irritou um pouco por causa de alguns albaneses, que segundo ela, viajam sem um documento necessário para apresentar na fronteira e ficam o maior tempo na imigração, enquanto os Montenegrinos tem fama de preguiçosos. Mas depois de passar pela fronteira, a chegada é rápida em Kotor.

Caso você queira ir por conta, há ônibus todos os dias saindo de Dubrovnik a Kotor. A viagem dura aproximadamente 3h justamente por causa do processo de atravessar a fronteira.

Ilha Our Lady of the Rocks

KOTOR

O caminho a Kotor é lindo: a baía de Kotor com sua água azul turquesa e belos fiordes deixam a paisagem um tanto quanto pitoresca. No passeio, dá para ver de longe a famosa ilha artificial chamada “Our Lady of the Rocks”, onde há uma igreja que deixou de ser Sérvia Ortodoxa para ser Católica Romana. A atração principal de Kotor com certeza é sua cidade antiga (“Old Town” no inglês, “Stari Grad” na língua local). Se você pretende conhecê-la a fundo e subir as muralhas até o topo da montanha, não faça com uma visita guiada pois você não terá tempo.

Os locais mais visitados são: Torre do Relógio, as muralhas (de onde você pode ter uma vista bem legal – uma pequena parte você pode andar de graça, a outra tem que pagar), e o museu marítimo. Caminhe e conheça as lojas, restaurantes e pequenos palácios do local. Curta a paisagem.

Pra quem está fazendo um passeio por conta em Kotor: se tiver disposição, suba até o topo, no Castel St. John e no Small Fort. Você vai passar por outras fortificações e até igrejas no meio da subida.

Muralhas de Kotor subindo pela montanha

Em frente à entrada principal de Kotor Old Town

Kotor Old Town

Varal gigante entre duas torres de Kotor

BUDVA

Em Budva, paramos para comer em um restaurante à beira de uma linda praia que possui uma grande variedade no cardápio: massas, frutos do mar, Goulash, Ćevapi, etc. por um bom preço. Depois fomos conhecer a Old Town de Budva, que fica à beira do Mar Mediterrâneo. A Old Town de Budva teve que ser reconstruída após um terremoto em 1979.

Mas Old Town de novo? Sim, como em Dubrovnik, assim como em Kotor. Mas cada uma história diferente, com beleza e com paisagens mais lindas que as outras!

Vista das muralhas de Budva

Alfabeto cirílico da língua sérvia, também falada em Montenegro

Budva Old Town

Aproveite os sorvetes de diversos sabores pra refrescar do calor do Mediterrâneo, eles custam centavos de euro =)

Na volta da excursão, pegamos um Ferry Boat para chegar até onde o ônibus estava. O trajeto é rápido mas é muito bonito.

Eu meio que me arrependi de ter feito apenas uma excursão de um dia pois não consegui andar pra ver muita coisa nem em Kotor, nem em Budva. Não consegui parar pra saber um pouco mais da história de lá. Por isso não tenho tantas informações a postar aqui por isso eu digo: se você tiver tempo, não faça uma excursão como eu. Vá para Montenegro e passe alguns dias lá. As praias são tão bonitas quanto as da Croácia!

Próximo post: Mostar. Até lá!

Praia em Budva

Dubrovnik

Em 1929 o escritor irlandês George Bernard Shaw visitou Dubrovnik e gostou tanto que a chamou de “pérola do Adriático”. Quase 85 anos depois, a cidade faz jus à esta menção com suas ilhas encantadoras, um mar azul que nunca vi tão bonito igual e muita história. Não é à toa que é um dos destinos mais procurados da Europa. Como o próprio George disse, “se você quiser ver o paraíso na terra, venha a Dubrovnik”. Sendo assim, vamos a algumas dicas do que ver e fazer em Dubrovnik.

Vista das muralhas da Old Town

De São Paulo a Dubrovnik

Você vai ter que fazer conexão em algum outro país obrigatoriamente. Comprei passagens pela Swiss na Decolar.com. e haveria uma conexão em Zurique, mas o voo até Dubrovnik foi cancelado e me realocaram em um voo da Lufthansa com conexão em Frankfurt.

Se você nunca pegou um voo com conexão, não se preocupe: sua bagagem é despachada direto ao destino final, o único incômodo é ter que esperar o segundo voo algumas horas no aeroporto. Pelo menos, o aeroporto de Frankfurt é gigantesco e você pode andar bastante nele. Se você não sair do aeroporto, não precisa passar pelo oficial de imigração.

Chegando em Dubrovnik, na imigração só conferiram meu passaporte e carimbaram, sem perguntas.

O aeroporto de Dubrovnik na verdade fica em Čilipi, a uma distância de aproximadamente 20km do centro. Para sair de lá, não precisa gastar seu dinheiro com táxi. Há um ônibus que sai do aeroporto em direção à Old Town (Pile Gate) que vai para em quatro pontos principais. Eu paguei 35kn para ir até o Pile Gate. Kn é o símbolo de kuna, a moeda da Croácia. No desembarque, há uma casa de câmbio se você precisar trocar euro por kuna e caixas eletrônicos caso você queira fazer saque com um travel money.

Croata vestindo roupas típicas, tocando na Old Town

Em Dubrovnik

Se assim como eu você pretende visitar Dubrovnik no verão, reserve sua acomodação com muita antecedência. A cidade é pequena e o destino é muito procurado. Além disso, prepare seu bolso: tudo em Dubrovnik é caro. Há muitos hotéis 4 e 5 estrelas e uma diária pode custar seu rim. Uma coisa muito comum lá é famílias alugarem andares ou quartos de suas casas para turistas. Até no Booking.com eu vi isso. Mesmo assim, a diária pode ser cara. O melhor lugar para ficar é na região do Pile Gate, a entrada principal da Old Town. Além de ficar ao lado da atração principal da cidade, ali há muitos supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes, sorveterias: tudo o que você precisa para sobreviver, um ao lado do outro.

Como já falei, a cidade é bem pequena. Mesmo que você queira ir de uma ponta a outra, você não leva mais que meia hora dentro do ônibus. As passagens custam 15kn se você comprar com o motorista ao entrar no ônibus e 12kn se você comprar antes na banca. Os pontos de ônibus possuem as informações de itinerário e o motorista também pode te ajudar se você tiver dúvida. Dubrovnik é um lugar seguro para andar em qualquer horário.

Na época que eu fui 1€ = 7kn, então eles acabam arredondando os valores de alguns produtos a fim de aceitar euro. Assim, muitas lojas e restaurantes aceitam euros também.

Não se preocupe em comprar passeios guiados antecipadamente, seja pelo Viator ou nos sites das agências. Existem muitas opções de passeios em Dubrovnik, muitas agências diferentes e lá você com certeza pode achar passeios por um preço muito mais em conta do que você vê pela internet.

Não há trens em Dubrovnik. Se você quiser se deslocar para algum outro lugar, tem que ser de ônibus. Além de destinos dentro da Croácia, como Plitvice (10h), Zagreb (11h) e Zadar (8h), você pode ir até Mostar e Sarajevo na Bósnia ou Kotor em Montenegro. A rodoviária é pequena e simples e não aceita cartões, só dinheiro. Pelo menos há uma casa de câmbio caso você esteja sem nenhum kuna. Se você quiser realmente pegar um trem, tem que ir de ônibus até Ploče ou Split primeiro.

A manteiga que parecia queijo =(

Não sei se é pela proximidade com a Itália, mas se come muita massa em Dubrovnik. Tem muita coisa com frutos do mar, cogumelo e carne também. Nas casas de salgados há diversos sabores de bureka. Nada muito estranho ao nosso paladar. Só cuidado ao pedir café da manhã: no cardápio está escrito que vem mel, manteiga, queijo, pães, café e suco mas o que parece queijo na verdade é manteiga (sim, eu dei uma bela mordida na manteiga achando que era um pedaço de queijo).

Por ser um destino totalmente turístico, eles falam inglês muito bem. No geral, o atendimento em tudo quanto é lugar que eu fui foi excelente. Tudo contribui para que uma viagem a Dubrovnik seja muito boa!

O Hotel

Fiz minha reserva no Hostel World para o Hostel Marker, que fica bem próximo ao Pile Gate, descendo uma escadinha no meio dos restaurantes. O endereço que é divulgado é do escritório de administração do Hostel. As acomodações encontram-se espalhadas em diversos pequenos prédios próximos à Pile Beach. Há quartos individuais e quartos compartilhados. Meu quarto era muito bom, só não tinha ar condicionado. Senti um pouco de falta por causa do calor que fazia lá! De resto, o Sr. Marker e o Martin são muito legais e me ajudaram muito tirando minhas dúvidas e me passando informações.

O QUE FAZER

 

Chocolate e cerveja da Croácia

OLD TOWN

Há controvérsias sobre a origem da cidade antiga de Dubrovnik e suas muralhas. Diz a lenda que a cidade foi fundada aproximadamente no século VII para abrigar refugiados de Epidauro, Grécia. Porém, há alguns indícios arqueológicos que apontam a possibilidade de que essas muralhas tenham sido construídas em tempos antes de Cristo. Hoje há diversas lojas (muitas de souvenirs), restaurantes, bares e cafés na Old Town, mas também muitas pessoas moram lá. Permita-se se perder entre suas ruas estreitas e simpáticas, sinta um pouco como é a vida de quem mora ali. Pegue um mapa e tenha como referência a Stradun, rua principal. Aproveite os mercados para experimentar alguns produtos feitos na Croácia. A única coisa que me decepcionou um pouco foi o fato de nas lojas só ter camisa genérica da seleção croata e ninguém soube me dizer onde poderia comprar uma oficial. Mas enfim…

Minha dica é que você não perca por nada desse mundo a oportunidade de caminhar na muralha (City Walls). De preferência, vá em um horário que já não esteja tão quente a temperatura. Se possível, veja o pôr-do-sol. Tome cuidado pra não escorregar nas pedras. Te garanto que a vista vai fazer você esquecer todo o cansaço dos 2km dessa caminhada cheia de rampas e degraus.

Old Town

FORTALEZAS

Como antigamente havia muita preocupação com as defesas da cidade, há diversos fortes na Old Town e seus arredores, sendo os principais:

  • Bokar Fortress
  • Minceta Fortress
  • Fort of St. Lawrence (Lovrijenac)
  • Revelin
  • Fort of St. John

Pile Beach e Lovrijenac Fortress ao fundo

CABLE CAR

No topo do Bondinho, você estará a 405m acima do nível do mar, tendo uma vista maravilhosa de Dubrovnik. Tem gente que acha que o ingresso só pode ser comprado lá embaixo, perto da saída da Old Town, mas há uma bilheteria também dentro da entrada do Cable Car, que fica encoberta pela fila das pessoas que já compraram o ingresso. É só pedir licença pra ir até a bilheteria que geralmente tem poucas pessoas na fila ou quase ninguém. Na sala de espera para voltar à cidade, você vê algumas fotos do Bondinho destruído na época da guerra. Ele foi reaberto em 2000, 19 anos depois do exército Iugoslavo de Montenegro ter atacado a cidade em 1991.

Site: http://www.dubrovnikcablecar.com/

Cable Car e vista panorâmica

Fotos do Cable Car destruido pelos conflitos de 1991

PRAIAS

Apesar de ter um mar tão lindo, azul e limpo, a maior parte das praias não tem areia – só pedras. Pra nós que estamos acostumados com uma areia bem fofinha pode parecer muito estranho – principalmente quando vê gente usando um tipo de sapatilha esportiva pra entrar no mar (o que me levou a deduzir que é pra não machucar os pés nas pedras). Algumas das praias mais famosas de Dubrovnik são:

  • Banje Beach – Bem próxima da Old Town, você pode alugar cadeiras e guarda-sol;
  • Copacabana Beach  – sim, eles tem uma praia chamada Copacabana que não tem nada a ver com a nossa!
  • Lapad Beach – os hotéis dominam a orla, por isso é uma das mais frequentadas;
  • Pile Beach – recomendo aqui pra quem curte caiaque.

Copacabana da Croácia

ELAFITI ISLANDS

A Croácia possui quase 700 ilhas e visitar as ilhas Elafiti é obrigatório para quem está em Dubrovnik. As principais ilhas do arquipélago são Šipan, Lopud e Koločep (são as ilhas habitadas). Há diversas agências que vendem um passeio de um dia inteiro para essas ilhas e os preços variam. O mais barato que encontrei foi pela Lea Travel (a agência fica do outro lado do posto de informações turísticas do Pile Gate) por €40, com almoço incluso. O cenário é paradisíaco. Em Lopud há praias com areia mesmo. Šipan, a maior ilha, possui vinhedos e olivais.

Uma coisa que me chamou atenção no passeio que eu fiz foi o fato de o capitão do barco pescar na hora os peixes que seriam preparados para o almoço. Isso sim que é peixe fresco!

Uma das praias de Lopud

Chegando a uma das ilhas

Pescando o almoço

Um pouco do luxo que a Croácia pode oferecer

PASSEIOS DE UM DIA A PARTIR DE DUBROVNIK

Como Dubrovnik fica bem ao sul da Croácia, é possível fazer passeios de um dia à Kotor e Budva (Montenegro) e a Mostar (Bósnia). Fiz um passeio à Montenegro também pela Lea Travel e vou falar no próximo post.

EU NÃO FIZ, MAS VOCÊ PODE FAZER

LOKRUM ISLAND

A apenas 15 minutos de barco a partir de Dubrovnik, a ilha de Lokrum possui um Jardim Botânico com uma biodiversidade imensa. Há um lago chamado Mrtvo More onde até crianças podem brincar.

APRESENTAÇÕES DE DANÇAS TÍPICAS EM ČILIPI

Se você quer conhecer mais a fundo a cultura e costumes dos croatas, há apresentações de danças típicas em Čilipi (a cidade que falei que fica o aeroporto). Essas apresentações só acontecem aos domingos às 11:15 da manhã na praça principal da cidade. Há agências que fazem tour guiado até lá.

Site: http://www.cilipifolklor.hr/english.htm

Outras dicas você encontra no Tourist Board de Dubrovnik.

Eu fui só a Dubrovnik e algumas ilhas, mas no geral a Croácia é um lugar que você pode visitar sem um pingo de arrependimento, principalmente quem ama a natureza. Além de Dubrovnik, alguns destinos muito procurados são Hvar, Split, Zadar e Plitvice, onde há os famosos lagos. Até a capital Zagreb parece ter lugares muito interessantes para visitar. Faça uma boa pesquisa antes de montar o seu roteiro pelo país. Boa viagem!

Plitvice Lakes (retirado de http://www.insoonia.com)

Lista 7 – Bares Diferentes em São Paulo

São Paulo é uma cidade com muitas opções de bares e restaurantes e obviamente eu não conheço tantos como gostaria, mas sempre deixo anotado todos os lugares que quero conhecer. Vira e mexe alguns amigos me perguntam sobre lugares que de alguma forma são diferentes e eu pensei em criar esse post antes de continuar as histórias de viagem.

7 – Tubaína Bar

O bar até que é normal. O diferencial é que em seu cardápio há uma grande variedade de (adivinha?) sim, tubaínas! Você pode experimentar diversas tubaínas feitas no interior de São Paulo e em outras regiões. Se não quiser tomar o refrigerante, há muitas opções de drinks feitos com tubaína. Tomei um uma vez chamado Jaspion e gostei pra caramba.

Site: http://www.tubainabar.com.br/

6 – Wall Street Bar

Inspirado na Bolsa de Valores americana, o bar possui alguns telões que exibem os preços das bebidas e em cada mesa, um computador onde você “opera” os pedidos. O preço da bebida varia de acordo com a quantidade de pedidos. Quando chega no limite do preço, a bolsa “quebra”, os preços voltam para o original e você volta a negociar. Apenas seja esperto para esperar o melhor momento para comprar alguns tipos de bebida.

Site: http://www.wallstreetbar.com.br/

i172132

Wall Street Bar – Foto: Terra

5 – Willi Willie

Poderia ser um Rock Bar como todos os outros, porém há uma arquearia dentro do bar. O instrutor vai ver sua estrutura física e escolher um arco adequado para você e te ensinar um pouco da técnica para atirar as flechas. Dica: cuidado pra não deixar a corda do arco bater no seu antebraço, dói pra caramba! São R$5,00 pra você atirar 10 flechas. Curta a música ao vivo no andar de cima.

Site: http://www.williwillie.com.br/

tv

Foto: Willi Willie/Divulgação

4 – Gibi Cultura Geek

No Gibi há um pequeno museu de videogame e uma decoração que atrai os Geeks de plantão. Fique ligado na programação pelo site ou pela página do bar no Facebook. Há eventos especiais (como o Towel Day) e música ao vivo, tudo sempre voltado para temas de filmes / séries / games etc.  A comida é simples (eles falam que o cardápio ainda está na versão Beta), mas há uma grande variedade de cervejas.

Site: http://gibiculturageek.com.br/

sala-down_02

Foto: Gibi Cultura Geek/Divulgação

3 – Ludus Luderia

Com muitos, mas muitos jogos de tabuleiro pra você se divertir com seus amigos, a Ludus Luderia tem monitores que te ajudam a escolher jogos e explicam direitinho como se joga. De Xadrez a I’m The Boss, há jogos para todos os gostos possíveis e imagináveis. Tome cuidado pra não se empolgar e quebrar sem querer aquele copo de caipirinha delicioso que você estava tomando.

Site: http://www.ludusluderia.com.br/

2 – Z Carniceria

Lendo a história no site do bar, eles contam que o estabelecimento foi montado num lugar que antes foi o “primeiro açougue e matadouro da Rua Augusta”. Eles preservaram muitos itens originais do matadouro, que servem hoje como decoração do bar. Sinta-se dentro de um açougue! Não acho que os super vegetarianos pisem em um lugar assim, mas eles tem de verdade uma parte do cardápio destinada a este público.

Atualização: O Z se mudou para a Av. Faria Lima!

Site: http://zcarniceria.com.br/

1 – The Clock Rock Bar

Claro que em primeiro lugar eu colocaria o bar que eu mais gosto na vida. O The Clock Rock Bar é uma viagem no tempo de volta aos anos 50. Dance muito ao som do Rockabilly em um ambiente amistoso.

Site: http://www.theclock.com.br/

BONUS TRACKS

Saloon

Este bar conta com um console diferente em cada mesa. Você encontra Atari, Super Nintendo, Mega Drive, Sega, Playstation, X-Box entre outros. Cada console tem um cardápio de jogos pra você escolher. Pode jogar quantos quiser. Quando fui com meus amigos, a gente trocou de mesa várias vezes pra jogar em consoles diferentes. Só os clássicos. A comida aqui deixou a desejar, mas compensa sim pelos joguinhos. Tem pinball também!

Site: http://www.saloon.com.br/

Tex Redneck Bar

A própria descrição do bar diz: “Inspirado nos bares da fronteira estadunidense e mexicana, o TEX Redneck Bar resgata os anos 40 em seu restaurante com base na culinária Tex-Mex, no american bar dos estados sulistas que fizeram parte da Confederação e na trilha sonora da época que marcou as raízes do bom e velho rock ‘n’ roll.” O legal do TEX é que ele tem uma comida muito boa, sinuca, mesa para Poker, duas pistas de boliche e uma linda sala de Karaokê. Aqui eles o projeto Route 66, uma espécie de clube para quem quer aprender a dançar ao som do Rockabilly. Também é aqui que acontecem as edições da Rockabilly Dancin’ Party.

Site: http://texbar.com.br/

Projeto Autobahn

Uma viagem de volta aos anos 80. Além de rolar todas aquelas músicas bregas que a gente ama de paixão na pista, tem um Atari pra você jogar durante a noite.

Site: http://www.autobahn.com.br/

Yellow K

O atrativo aqui é o Karaokê. Se você tiver com um grupo de pessoas, é possível reservar salas. Mas faça com antecedência!

Site: http://yellowk.com.br/

Eu Tu Eles

Quando fomos lá, percebemos que parte da decoração tinha uns traços do estilo rústico de algumas casas em certas regiões do Brasil. Olhando a descrição no site: “O balcão faz uma releitura dos bares dos bairros de San Telmo, em Buenos Aires, enquanto uma parede de taipas na entrada e o piso de tábua larga trazem o ar rústico e brasileiro ao ambiente. O bar foi todo pensado para deixar os clientes mais à vontade, como se estivessem nas salas de suas casas.”

Achei genial esse bar e seus petiscos maravilhosos: vulcões de provolone (a massa do vulcão era polenta frita), bolinhos de vaca atolada, dadinhos de tapioca com blue cheese. Provamos um monte de porções e não tinha uma que fosse ruim. Esse vale a pena!

Site: http://www.eutuelesbar.com.br/

 

VEJA TAMBÉM:
CULINÁRIA BRASILEIRA EM SÃO PAULO
CULINÁRIA INTERNACIONAL EM SÃO PAULO

 

 

Inhotim

– Inho-quê?

Essa foi a pergunta que eu mais ouvi ao dizer que faria uma viagem a Minas Gerais para conhecer Inhotim. Nenhuma pessoa com quem falei tinha sequer ouvido falar neste lugar. Engraçado que tinha tanto gringo quanto brasileiro lá. Inhotim é um museu de arte contemporânea que expõe suas obras a céu aberto ou em galerias temporárias ou permanentes num lindo Jardim Botânico situado na cidade de Brumadinho, aproximadamente 60km de Belo Horizonte.

Beleza natural de Inhotim

Depois de alguns passos após entrar, você se depara com isto

Legal esse banco, não é?

Até pouco tempo antes eu também não tinha ouvido falar nesse em Inhotim. No voo da viagem ao Espírito Santo, li numa revista da TAM a respeito de um artista chamado Tunga, que possui uma exposição permanente em Inhotim numa galeria que leva seu nome. Achei as obras interessantes e anotei o nome do lugar para pesquisar depois, mas a própria TV Globo do Espírito Santo passa diversos lugares turísticos do Brasil nas propagandas e foi lá que vi Inhotim novamente. Meu interesse cresceu e assim que tive a oportunidade, programei minha visita ao local.

Em Belo Horizonte

Peguei um voo até Belo Horizonte e me hospedei em no apart hotel Ímpar Suítes Cidade Nova, numa região boa e com fácil acesso a qualquer lugar da cidade por ficar próximo à uma avenida onde passa muitos ônibus. É próximo também ao Minas Shopping e à estação de metrô. O metrô de Belo Horizonte parece mais o trem da CPTM da linha Diamante. Mas tudo bem.

Em Belo Horizonte, não deixe de visitar a Praça da Liberdade com seus edifícios históricos e fazer um passeio na Savassi.

De Belo Horizonte a Inhotim

Há um ônibus de Belo Horizonte diretamente a Inhotim pela companhia Saritur. Compre sua passagem pelo menos um dia antes, pois há só uma saída pela manhã e uma volta no final da tarde. Você pode comprar as passagens online no site da empresa. Cada trecho custa aproximadamente R$16,00. A rodoviária fica na estação Lagoinha do metrô.

Inhotim

Na bilheteria, você pode comprar o ingresso para o dia ou um passaporte válido para vários dias. Realmente, visitar em um dia só é bem corrido pela imensidão do lugar. Coloque seu tênis mais confortável para explorar Inhotim. Cheio de subidas, descidas e com obras até no meio do mato, não esqueça de passar protetor solar e levar sua garrafa d’água.

Não se preocupe tanto com a parte de comida. Há diversos tipos de lanchonetes e restaurantes espalhados pelo parque.

Pra quem tem dificuldades de locomoção, eles oferecem transporte em um carrinho. Para usar este serviço, é necessário pagar uma taxa de R$20,00 junto com seu ingresso na entrada. Eles aceitam cartões. O museu não abre às segundas e às terças a entrada é gratuita.

No mapa que você pega na bilheteria, há um traçado com as trilhas que você pode fazer a pé. Prepare-se para descobrir obras interativas, misteriosas, abstratas e divertidas. Além de curtir as obras, dá uma paz um lugar com tanto verde, belos lagos e ar puro. Inclusive você pode ver alguns animais passando pelos campos.

Saguizinho passeando pela trilha

Um dos lagos de Inhotim

O mapa é esse aqui igual do site: http://www.inhotim.org.br/uploads/Noticias/mapa-parque.htm

Vou destacar algumas obras de exposições permanentes que achei muito interessantes:

Galeria Cosmococa

Que tal deitar numa rede ou em um puff e relaxar ao som de Jimi Hendrix? Ou talvez entrar numa piscina pra lá de psicodélica? Sim, você pode entrar na piscina se tiver uma roupa de banho! Vi crianças se divertindo a rodo. Para entrar nesta galeria, você precisa tirar os sapatos. O chão é diferente e você precisa sentí-lo.

Curtindo o som de Jimi Hendrix na Galeria Cosmococa

Piscina

Esta obra de Jorge Macchi representa uma agenda telefônica na forma de piscina. Aqui você também pode entrar e nadar.

Obra: Piscina, de Jorge Macchi

A Origem da Obra de Arte

Aqui, a artista Marilá Dardot faz com que os visitantes interajam com sua obra. Há diversos vasos de cerâmica em forma de letras e ferramentas para cultivar plantas. Você pode plantar e brincar de formar palavras e frases com os vasos.

Obra: A Origem da Obra de Arte, de Marilá Dardot

Sound Pavilion

Vale a pena a subida para chegar ao Sound Pavilion, obra do artista Doug Aitken. Há microfones que captam diferentes sons da terra na profundidade de 200m. Estes sons são amplificados dentro do pavilhão de vidro, de onde você tem uma visão dos morros e da mata ao redor. Relaxante pra valer!

Sound Pavilion, de Doug Aitken

Vegetation Room

Numa clareira, o Vegetation Room é um pequeno labirinto. Não dá pra se perder, mas é bem interessante. No meio do labirinto tem uma pequena queda artificial. A artista quis passar uma idéia de “paraíso secreto”.

Obra: Vegetation Room, de Cristina Iglesias

E tantas outras obras…

Inhotim tem tantas obras e galerias que é impossível comentar uma a uma (até porque quem sou eu pra ficar comentando obras de arte, não entendo nada!). Mas caso você queira conhecer um pouco mais das outras obras e dos artistas, além de conferir o que há nas exposições temporárias visite o site: http://www.inhotim.org.br/index.php/p/v/172

Confira sempre a programação: além das exposições temporárias, algumas vezes há shows e apresentações de outros tipos.

Obra: Troca-Troca, de Jarbas Lopes

Obra: Elevazione, de Giuseppe Penone

Obra: Beam Drop Inhotim, de Chris Burden

Na minha opinião, Inhotim é um lugar único que todo brasileiro deveria visitar uma vez na vida. Mesmo que a você não goste tanto de ver obras de arte, só de estar em um lugar tão lindo já vale a pena a viagem. É um lugar pra pessoas de todas as idades! Acho que não preciso dizer muito, as imagens falam por si… eu iria de novo!

Espero que você pegue um lindo dia de sol =)