Roma

Ok, Lisboa foi fácil: eu estava em um país que fala português e com amigos. No embarque para Roma, fiquei me perguntando como seria estar sozinha pela primeira vez em um lugar que eu não sei a língua. Rome Alone! Bem, no final das contas foi tranquilo.

Madruguei em Lisboa e peguei um vôo bem cedo para Roma. Quase 3h depois estava desembarcando no aeroporto Roma Fiumicino.

Parei no posto de informação turística do aeroporto  porque agora me interessava comprar o Roma Pass. Você paga €25,00 e em 72h a partir da data de ativação o passe te oferece:

  • Entrada gratuita nos dois primeiros museus;
  • Desconto nos demais museus;
  • Transporte público ilimitado.
  • Mapa da cidade com site/telefone de todos os pontos turísticos e quais linhas de ônibus/estações de metrô que você deve descer para chegar até ao local desejado.
Só o ingresso para Coliseu + Fórum Romano + Palatino custa €16,50. Daí você já vê que vale a pena o Roma Pass.

Para chegar ao centro da cidade, há um trem expresso que liga o Aeroporto Fiumicino à estação principal Roma Termini. A passagem custa €15,00 (vai se acostumando, na Itália é tudo caro). Já chegando na estação Roma Termini, confesso que fiquei um pouco chocada porque era tudo muito sujo e pichado. Raridade ver uma escada rolante na estação. Peguei um metrô que parecia que ia cair aos pedaços. Não era bem essa imagem que eu tinha da capital da Itália.

Atenção: Em qualquer lugar da Itália, sempre que pegar um trem que não há reserva de assento, você deve obrigatoriamente validar sua passagem nas máquinas amarelas que ficam na plataforma antes de embarcar. Elas imprimem o dia, hora e estação em que o bilhete foi validado. Se o fiscal do trem passar e você não estiver com o bilhete válido, ele lhe dará uma bela multa.

Minha reserva estava num local próximo à estação de metrô Lepanto, nas redondezas do Vaticano. Chegando lá, vi que era um prédio residencial e fiquei completamente perdida. Uma mulher estava saindo do prédio, viu minha cara e tentou me ajudar, mas como no endereço da reserva não havia o número do apartamento, ela não sabia quem era a pessoa. Essa foi minha primeira mancada da viagem: a reserva era numa “Guesthouse”. A pessoa tinha um apartamento com vários quartos, e eu aluguei um desses quartos.

Eu não quis ficar ali, já que era a casa de alguém desconhecido. Saí à procura de algum outro lugar e os italianos me ajudaram bastante. Um casal de uma banca de jornal não sabia falar inglês, mas chamou uma mulher que sabia. Todos foram bem prestativos, mas não achei o tal lugar que eles me indicaram. Resolvi voltar ao metrô Lepanto e logo ao lado vi uma pensão e decidi ficar ali mesmo. Eu recomendo a pensão só para pessoas que não forem muito frescas, porque os quartos são pequenos e não possuem ar condicionado. Mas eu não tive problema algum em ficar lá, e tem bastante comércio em volta, na Via Giulio Cesare. O wi-fi e o atendimento são excelentes. Os italianos que falam inglês falam bem, os que não falam tentam te ajudar apontando e uma coisa ou outra em italiano a gente consegue compreender.

Arco de Constantino

Depois desse pequeno nervoso, deixei minhas coisas lá e fui ao Coliseu. A estação de metrô Colosseo te deixa na cara do gol. Como eu disse acima, o ingresso do Coliseu também vale para o Palatino e o Fórum Romano. Bem, eu levei o resto do dia para andar em tudo isso. Vá com calçados confortáveis e já aviso que seu tênis vai ficar branco de tanta terra. Aproveite para ver também o Arco de Constantino, que fica ao lado do Coliseu.

Saindo do Coliseu, fui andando pela Via Dei Fori Imperiali até chegar ao Monumento a Vittorio Emanuele II, na Piazza Venezia. Se você quiser, pode subir até o topo para uma visão panorâmica de Roma (coisa que eu deveria ter feito e não fiz). Ali próximo também está o Mercati di Traiano e Museo dei Fori Imperiali, o Museu Nazionale del Palazzo di Venezia, e o Palazzo Valentini. 

Monumento a Vittorio Emanuele II

Saí da Piazza Venezia  pela Via del Corso a fim de encontrar a Fontana di Trevi. Me perdi no meio do caminho, mas foi bom isso. Vi tantas construções antigas que parece que entrei na máquina do tempo e voltei a um passado muito distante. Pedi algumas informações para chegar à fonte e quando cheguei realmente achei impressionante a obra de arte em si que é aquela fonte. A quantidade de pessoas que fica em volta é muito grande, fica até difícil chegar mais perto.

Ao redor da Fontana di Trevi há muitos lugares legais pra comer que não são tão caros.

Fontana di Trevi

Apesar de estar claro, já era noite. No verão, anoitece só depois das 20h. Dava para aproveitar melhor o dia. Encontrei um supermercado numa travessa da Via del Corso e com €6,00 comprei muita coisa mesmo. Comprar nos supermercados sempre sai muito mais em conta do que em outros lugares.

Peguei um ônibus para descer em qualquer estação de metrô e observei que as pessoas entravam em qualquer porta do ônibus e não validavam os bilhetes. Em Roma, os ônibus não possuem catracas. Segundo meu amigo Gustavo explicou, os italianos pagam uma taxa fixa por mês para usar o transporte público de maneira ilimitada. Mas pelo que vi, muita gente se aproveita disso para andar de ônibus de graça.

No outro dia, já estava tudo certo para ir aos Museus do Vaticano. Acordei cedinho e fui a pé da pensão ao Vaticano, era bem próximo. Já havia comprado o ticket com antecedência pela internet. Foi a melhor coisa que eu fiz, pois a fila estava enorme. Passei direto por todas as pessoas na fila e troquei meu ticket online sem pegar fila nenhuma. Existem diferentes tipos de tickets. Mais informações aqui no site do museu.

O museu é bem grande e conta com inúmeras obras de arte, achados arqueológicos e objetos doados/adquiridos pela igreja católica ao longo da história. Reserve no mínimo umas 3h para passar aqui, tem muita coisa mesmo para ver. E não faça barulho nem tente tirar fotos na Capela Sistina, os guardas são bem chatos com os turistas que quebram as regras.

Entrada – Museus do Vaticano

Museu do Vaticano

Saí do Museu, passei pela Piazza San Pietro e fui direto pela Via della Conciliazione até chegar no Castelo de Sant’Angelo. Foi um dos lugares que mais gostei na viagem. No topo do castelo também temos uma bela da cidade de Roma:

Castelo de Sant’Angelo e a vista para o Rio Tibre

Após visitar o Castelo, atravessei a Ponte Vittorio Emanuele II (que aparece na foto acima) e segui pela margem do Rio Tibre até encontrar a Via Zanardelli para chegar à Piazza Navona. Tinha uma feirinha de artesanato e artes para quem gosta de compras, mas sinceramente, não achei muita graça nessa praça.

Fontana di Nettuno, Piazza Navona

Fontana dei Quatro Fiumi, Piazza Navona

Palazzo di Giustizia

Atravessei novamente para o outro lado do Rio Tibre pela Ponte Umberto I e vi o Palazzo di Giustizia, imponente e belo lugar. Voltei à estação Lepanto pela Via Cicerone para encontrar meu amigo Gustavo, que havia se mudado para Roma uns 3 dias antes de eu chegar lá. Comi pela primeira vez uma pizza italiana, e bem… as de São Paulo são muito melhores! Bem, elas são individuais e bem grandes. Não consegui comer nenhuma inteira, e custam em média €5,00.

Depois de almoçar com o Gustavo, fui com ele até Roma Termini e de lá peguei o metrô para descer em na estação Spagna. Chegando na Piazza di Spagna, vi a Scalinata di Spagna e a fonte La Barcaccia.

Tome cuidado aqui com uns indianos malucos que querem vender flores pra você. Não pegue nada mesmo que eles digam que é de presente. Se você quiser tirar uma foto por ali, peça para outro turista tirar. Nunca dê sua câmera aos indianos malucos, eles ficam te pedindo dinheiro por isso também. Eles ficam vendendo outras coisas, como bolsas e souvenirs. “Good price” é tudo que eles sabem dizer.

La Barcaccia, Piazza di Spagna

Com o mapa em mãos, segui andando da Piazza di Spagna rumo ao Panteão. Antigamente usado como templo para todos os deuses, hoje é usado como igreja. O mais interessante é que a única passagem de luz é uma abertura no teto circular, chamada oculus (olho, em latim).

Oculus, Pantheon

E o Panteão foi o último lugar que passei em Roma. Dois dias não foram suficientes, obviamente. Roma precisa de no mínimo uns 5 dias. Mas pelo menos eu consegui ir aos lugares que eu realmente queria, nenhum ficou pra trás.

Curiosidades:

  • Os italianos parecem estar sempre brigando;
  • Os restaurantes possuem menus com 5 pratos para um valor X. Eles comem tudo.
  • Os homens em Roma que curtem andar na moda são ridículos: usam camisa polo com a gola pra cima e se acham o máximo.
  • As ruas são lotadas de carros estacionados e eles estacionam do jeito que der: atravessado, com a roda na guia e ninguém tá nem aí.
  • Há mais motos que São Paulo.
  • Na última terça de todo mês, uma série de museus de Roma tem entrada franca. (by Gustavo Hitzchky)
  • Em Roma, há diversos bebedouros espalhados pela cidade. A água é muito boa. Pode encher sua garrafinha sem medo.

Fiquem ligadinhos para o próximo destino: Florença.

Se você quiser mais detalhes sobre Roma, não deixe de conferir o post do Raul no Hunf!