Florença

Se você procurar qualquer informação sobre Florença, a primeira coisa que lerá é a frase: “berço do Renascimento”.

Sim. Na capital da Toscana os traços do Renascimento estão espalhados por toda a cidade: nas esculturas, nas pinturas, na arquitetura. Mas se você quiser saber mais sobre isso, dê uma googlada porque eu não entendo nada sobre o assunto. O pouco que aprendi foi lá.

Cidade natal de figuras importantes como Dante Alighieri, Botticelli e Donatello além morada de outros famosos como Galileo, Da Vinci e Michelangelo, Florença encanta logo de cara e é um prato cheio para quem gosta muito de arte. Vamos conhecer um pouquinho do muito que há para fazer lá.

De Roma a Florença

Comprei a passagem de Roma a Florença na estação Termini, em uma máquina de autoatendimento. É muito fácil comprar bilhetes nessas máquinas, você escolhe a língua desejada e segue as instruções (não há português). Elas aceitam o pagamento em dinheiro, cartão de crédito ou débito. Em todas as estações de trem que eu passei há máquinas dessas mas se você não se sentir seguro o suficiente, compre as passagens na bilheteria.

Agora, fique atento às informações do “Biglietto”: hora de saída, “treno” (número do trem), “carrozza” (número do vagão), e “posti” (número do assento). Se você entrar no vagão errado, não se preocupe. Você consegue andar entre os vagões. A “Binari” (plataforma) não é informada, você terá que ficar de olho no painel, com o horário e número do trem. Aproximadamente 15 minutos antes da partida eles irão informar o número da plataforma que o trem irá parar. Neste caso não é necessário validar a passagem, pois já está reservado seu assento.

Passagem de Trem. Todas na Europa tem essa cara.

Apesar de estar escrito “Arrivo: Firenze SMN” na passagem, o destino final do trem era Torino. Eu deveria pegar o trem neste sentido e descer em Florença, que é uma das paradas. Fique de olho nisto também. Sempre que tiver dúvidas, procure o posto de informação turística que há na estação.

Para consultar horários e preços, acesse o site da Trenitalia. Os trens italianos são muito confortáveis. Há mesinhas com tomadas para ligar notebooks e internet wi-fi a bordo, se você tiver um número de celular que funcione para receber a senha por SMS. O custo do acesso é de 1 eurocent. A viagem de Roma a Florença dura 01:30, mas não durma no caminho, o trajeto é muito bonito.

Rua de Florença

Em Florença

Florença é uma cidade pequena. Para se locomover, prepare-se. Você andará bastante. Os ônibus demoram para passar e não chegam em alguns lugares turísticos, pois as ruas históricas de Florença são bem apertadas.

Me hospedei em um hotel que fica a 10 minutos a pé da estação Santa Maria Novella, Hotel Il Giglio Rosso. O quarto era bem legal, mas ao redor não havia muitas opções de lugares para comer. A rua ficava bem deserta depois das 19h. Eu recomendo que você procure um hotel na Via Nazionale, pois lá sim há muitas opções de restaurantes, bares, sorveterias e fica já na direção dos pontos turísticos.

Assim que cheguei no hotel, peguei o mapa da cidade e para minha surpresa havia muito mais a se fazer do que eu tinha programado. Mas eu não sou o Flash e decidi manter minha programação. Ainda era cedo e quis começar do ponto mais distante e voltar sentido a estação.

Bilhete de Ônibus em Florença

Parei no posto de informação turística que fica atrás da Basílica de Santa Maria Novella, ao lado direito da saída principal da estação de trem. Perguntei como fazer para chegar na Basílica de Santa Croce, e a mulher me mandou ir lá pros quintos dos infernos para pegar o ônibus C2, sendo que ele passava na rua ao lado, Via de Belle Donne. Resultado: eu me perdi nas ruazinhas e andei muito debaixo de um sol bem quente. Eu já estava cansada do tanto que andei em Roma e minhas forças estavam se esgotando. Decidi parar para almoçar e comi uma bela massa no restaurante La Pizzeria. Com a barrinha de energia completa, resolvi voltar e no caminho encontrei o tal C2 parado em um ponto.

Corri, peguei o ônibus e umas senhoras italianas me ajudaram a descer no ponto de Santa Croce. Ah sim! O ônibus custa €2,00 se você comprar o bilhete a bordo (tinha uma placa dizendo que você deve dar o dinheiro contado). Você pode utilizá-lo por 90 minutos, então não esqueça de validar na maquininha para que seja impressa a data e hora.

Piazza Santa Croce

Saindo da Piazza Santa Croce peguei a Borgo de Greci para chegar à Piazza della Signoria, com estátuas que celebram os eventos históricos da cidade. Ali está o Palazzo Vecchio e a Galleria Uffizi. Bem, eu não consegui entrar na Uffizi, a fila estava gigante. Resolvi deixar para o dia seguinte (eu estava com preguiça mesmo). Atrás da Galeria Uffizi já podemos avistar a Ponte Vecchio, que possui diversas lojas – desde produtos alimentícios até joalherias. Há diveros restaurantes no caminho para o Palazzo Vecchio, experimente um dos deliciosos Paninis.

Palazzo Vecchio

Palazzo Vecchio

Piazza della Signoria (difícil tirar uma foto legal com tanta cabeça na frente)

Ponte Vecchio

Atravessando o Rio Arno pela Ponte Vecchio, está o Palazzo Pitti. Existem diversas opções de entrada para o Palácio Pitti. Mais informações aqui no site oficial. Eu comprei o ingresso para ver o Giardino di Boboli, pra mim o lugar mais bonito que fui em Florença. Não deixem de visitar este lugar e não esqueçam de levar água. A caminhada é longa neste jardim em forma de labirnto. O ingresso para o Giardino di Boboli + Musei degli Argenti e delle Porcellane + Galeria del Costume + Giardino Bardini custa €7,00.

Giardino di Boboli

Giardino di Boboli

Giardino di Boboli

Eu deixei o Giardino di Boboli pela saída da Piazzale di Porta Romana. Vi passar do outro lado da Avenida o ônibus 12 para a Piazzale Michelangelo (piazza = praça e piazzale = grande praça). Nesta praça, temos uma visão panorâmica da cidade de Florença. Vá de ônibus mesmo, pois é uma bela subida por uma estradinha em um monte.

Após apreciar aquela vista incrível, peguei o ônibus número 13 que volta para a estação Santa Maria Novella e olhei no site da Trenitalia os horários dos trens para Pisa. No dia seguinte acordei bem cedo e peguei e passei metade do dia lá. Confira o post sobre Pisa aqui.

Vista a partir da Piazzale Michelangelo

Outro lado da vista da Piazzale Michelangelo

Voltei de Pisa a Florença e fui à Galleria Uffizi. Sim, muita fila novamente, mas desta vez esperei. Desculpe, não é permitido tirar fotos, então não tenho nenhuma para postar. O ingresso custou €11,00. Nesta galeria se encontram diversas pinturas e esculturas famosas, como “O Nascimento de Vênus” de Botticelli.

Atrás da Galleria Uffizi fica o Museo Galileo di Storia della Scienza. Nem preciso dizer que eu curti esse museu muito mais que os outros: você conhece um pouco da história da astronomia, matemática, navegação, etc e a entrada custa €5,00. Não pude tirar fotos dentro desse museu também, mas você pode conferir o Mini Guide em pdf disponível no site oficial do museu.

Agora só faltava um lugar para ir: Galleria dell’Academia. Como eu poderia ir até Florença e não ver o David de Michelangelo? Mas eu estava só o pó e deixei para ir no outro dia bem cedo, antes de embarcar para meu próximo destino.

Saí cedo e fui a pé do hotel à Galleria, que abre às 08:45. Cheguei lá umas 08:30 e já havia uma fila considerável, mesmo de pessoas que já tinham comprado a entrada pela internet. A estátua de David é muito maior e mais bonita do que eu imaginava, e tem uma proteção até contra tremores para não acontecer nada com ela (pelo menos foi o que eu entendi que estava escrito).

Também vi uma exposição de Lorenzo Bartolini “Scultore del bello naturale” e achei sensacional, as estátuas pareciam ter vida.

Meu passeio em Florença terminou aqui, mas outros lugares que você pode se interresar:

  • Duomo e Campanile di Giotto
  • Forte Belvedere
  • Casa di Dante
  • Fortezza da Basso
  • Galleria d’Arte Moderna
  • Museo Nazionale Alinari della Fotografia
  • Museo dell’Opera del Duomo
  • Museo di Storia Naturale dell’Università
Veja mais lugares para visitar em Florença no site www.firenzeturismo.it
O Firenze Card custa €50,00 e dá acesso a 50 pontos turísticos na cidade (válido por 72h). Eu fiquei 2 dias e meio e gastei €34,00 para entrar em 4 museus. Analise o tempo e os lugares que pretende ir para ver se vale mesmo a pena comprar este passe.
De volta ao hotel, peguei minhas coisas e fui rumo ao próximo destino: Veneza.