Veneza

Construída sobre as águas de um golfo do Mar Adriático e principal ilha do arquipélago da “Laguna Veneta”, Veneza é uma cidade única. Diz a lenda que foi construída na tentativa de fugir das invasões do Império Romano. No seu ápice foi a cidade mais rica da Europa e podemos ver traços desta riqueza ao percorrer a ilha, pois há muito Palácio por metro quadrado.

Segundo o guia que peguei na estação de trem, Veneza possui 56 igrejas e 48 palácios e museus. Eu fui lá só pra turistar nos pontos mais clichês mesmo. Se você quer fazer o mesmo e acordar cedo e disposto, é possível fazer isso em 1 dia inteiro. Como eu já estava só a capa da gaita, dividi em 2 dias para eu poder descansar um pouco.

De Florença a Veneza

Se você vai ficar na ilha de Veneza, compre a passagem para a estação Venezia Santa Lucia. A estação Veneza Mestre fica na parte continental de Veneza. A viagem demora 2h.

Em Veneza

Ao chegar na estação Santa Lucia, fui ao posto de informação turística e comprei um bilhete para usar o Vaporetto (transporte público da cidade) de maneira ilimitada por 24 horas por €18,00. Vale a pena, já que a passagem individual custa caro. Consulte outros tipos de cartões para turistas no site Venice Connected. Não se preocupe em comprar nada online, compre ao chegar lá. Utilize as informações como base apenas. No site da ACTV, empresa de transportes de Veneza, também há informações importantes, como as rotas de transporte e valores de passagem inclusive para as outras ilhas. Para consultar as rotas de transporte público de Veneza, veja este pdf no site hello Venezia.

Procure informações sobre qual época é melhor para ir, pois todos dizem que na época de chuva tudo inunda em Veneza. E não, aquela água não fede. Pelo menos quando eu fui não tinha cheiro nenhum 🙂

Para se locomover, também há os Traghetti, que são gôndolas coletivas e me parece que não custa tão caro. Como eu já tinha comprado o bilhete para o Vaporetto, não peguei nenhum Traghetto.

Se você pensa em fazer passeio de gôndola, prepare seu bolso, pois é muito caro. Todo mundo fala que se deve fechar o tempo e o preço antes de começar o passeio, e custa a partir de €80,00.

Grande Canal de Veneza

Grande Canal de Veneza

No booking.com fiz reserva para o Hotel Guerrini. Fica a 3 minutos da estação de trem e do ponto do Vaporetto, em uma rua com comércio, restaurantes, banco e sorveterias deliciosas. O café da manhã também é excelente. Recomendado, mas prepare seu bolso. Mesmo em um hotel simples, você não vai pagar tão barato (eu já disse que na Itália tudo é caro).

Pelas linhas 1 e 2 do Vaporetto você consegue chegar nos principais pontos turísticos, sendo que a linha 2 é mais rápida porque para em menos pontos. As plataformas das linhas 1 e 2 são separadas. Isso eu achei um pouco bagunçado. Havia um grupo de turistas esperando a linha 2, e um senhor que é funcionário da ACTV mandou a gente ir pra outra, depois foi pra outra mandou a gente voltar (e quase arrumou confusão com uns ingleses estressados).

Minha primeira parada foi na Piazza San Marco. Lá estão os seguintes pontos turísticos: Palazzo Ducale, Ponte dei SospiriTorre dell’Orologio, Basilica di San Marco, Museo Marciano, Procuriate Vecchie, Procuriate Nuove, Museo Correr e a Libreria Sansoviniana.

Cheguei em torno das 13h. A praça já estava lotada de turistas (você tem que disputar espaço com eles) e os guardas estavam interditando tudo para um evento que parecia ser da Cruz Vermelha. Resultado: Não consegui entrar em nenhum lugar. Eu que já estava na animação, apenas tirei algumas fotos e voltei para pegar o Vaporetto rumo à Ponte di Rialto.

Ponte di Rialto

A Ponte Rialto é do estilo da Ponte Vecchio: cheia de lojinhas. Melhor comprar souvenirs aqui que próximo à Piazza San Marco. Você pode ir andando até o Mercati di Rialto. Dos dois lados da ponte há restaurantes. Comi uma pizza por ali mesmo. Aqui eu notei que eles não ligam muito para a higiente: com a mesma mão que pegam dinheiro, pegavam na comida, como se fosse a coisa mais natural.

Como eu disse, em Veneza você disputa espaço com os Turistas nos Vaporettos, nos museus, nos restaurantes. Tudo é muito movimentado e cheio. Saia cedo para passar nos pontos turísticos para não ficar encalhado naquela multidão.

Voltei, descansei e só saí à noite para jantar. Acordei cedo no outro dia para voltar à Piazza San Marco e fazer o que não fiz no dia anterior.

Primeiro, subi o Campanile di San Marco. Não lembro quanto eu paguei, acho que foi em torno de €8,00. A vista para a cidade de Veneza é sensacional. Depois, fui ao Palazzo Ducale (€14,00). A Ponte dei S0spiri faz parte do Palazzo Ducale.

Sempre ouvi que os casais que passam de gôndola sob a Ponte dei Sospiri e se beijam ficam eternamente apaixonados. Eu nunca tinha lido nada a respeito desta ponte, mas na verdade ela foi construída para ligar a prisão velha do Palazzo Ducale à prisão nova. O nome de ponte dos Suspiros foi dado porque os prisioneiros suspiravam pela última vez olhando o mundo externo.

Vista a partir do Campanário

Dentro da Prisão

Para quem gosta de arte, ao voltar da Piazza San Marco você pode passar na Galerie dell’Academia e na Collezione Peggy Guggenheim.

Se você ainda tiver um tempo em Veneza, poderá visitar as famosas ilhotas de Murano e Burano. Eu não fui por pura preguiça.

Quase meia noite voltei com a mochila para a estação Venezia Santa Lucia. Hora de pegar o City Night Line rumo à Munique.

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Pisa

E como eu escrevi no post sobre Florença, fiz um bate-volta até Pisa. Motivo: a Torre, apenas a Torre.

Na estação Firenze Santa Maria Novella, comprei as passagens na máquina de autoatendimento. A partir da data de compra das passagens, você pode escolher o dia que irá utilizá-las, dentro de um período de 2 meses. Saem trens para Pisa praticamente de meia em meia hora. Aqui, obrigatoriamente você deve validar a passagem nas máquinas amarelas, e pode pegar qualquer trem até 6 horas depois do horário de validação. Custa €5,90 cada passagem.

Importante: sempre pergunte a um funcionário da estação qual trem vai direto até Pisa (a viagem direta dura cerca de uma hora), porque tem um outro trem que para em diversas estações e demora mais a chegar. Eu fui bem cedo porque é mais tranquilo. Se você chegar lá entre 10 e 11 horas, vai sofrer um pouco.

Stazione Pisa Centrale

Bilhete de Ônibus em Pisa

Da estação Pisa Centrale, é muito fácil chegar ao Campo dei Miracoli: saindo da estação, você verá um hotel chamado NH Cavalieri. Em frente a este hotel, há um ponto de ônibus (pode consultar no Google Street View). Pegue o ônibus LAM ROSSA. O motorista avisa onde descer (mas também não tem como não ver). O valor da passagem é €1,50.

O Campo dei Miracoli tem apenas uma bilheteria que vende ingresso para todas as atrações: Catedral, o Batistério, a Torre, o Museu Opera del Duomo e o Museu Sinopie. Custa €15,00 a entrada para a Torre e todas as demais atrações juntas €10,00. Aqui você consegue consultar horários e outras informações sobre a cidade, inclusive como o processo de inclinação da Torre foi interrompido.

Campo dei Miracoli

Comprei o ingresso apenas para a Torre. Eles dão um horário exato que você deve subir. Se você estiver com bolsas ou mochilas, deverá deixar no guarda volumes que fica ao lado direito da Torre. A câmera fotográfica pode levar na mão. A escada da Torre é feita de uma pedra muito lisa. De preferência, coloque um calçado apropriado para não escorregar e sair rolando naquela escada espiral. Prepare seu fôlego para a subida e aprecie a vista.

Torre de Pisa

Dentro da Torre

Desde criança eu via a Torre de Pisa na televisão e achava tão legal ver aquela inclinação! Ficava pensando se algum dia ela cairia. Ainda bem que não caiu, porque é engraçado subir as escadas e sentir a inclinação da Torre, você sobe meio torto mesmo. Do topo temos uma vista muito bonita da cidade de Pisa, e aí eu realizei mais um sonho.

Vista do topo da Torre

Os souvenirs de Pisa não são muito caros mas há diferença de preço nas bancas que ficam na entrada do Campo dei Micaroli. Sempre compare os preços.

Há vários restaurantes próximos ao Campo dei Miracoli caso você vá embora na hora do almoço, como eu. Para voltar à estação Pisa Centrale, pegue o Lam Rossa no lado oposto da Via Bonanno Pisano (mas claro, cabeção!)

E continue acompanhando a viagem =)

Florença

Se você procurar qualquer informação sobre Florença, a primeira coisa que lerá é a frase: “berço do Renascimento”.

Sim. Na capital da Toscana os traços do Renascimento estão espalhados por toda a cidade: nas esculturas, nas pinturas, na arquitetura. Mas se você quiser saber mais sobre isso, dê uma googlada porque eu não entendo nada sobre o assunto. O pouco que aprendi foi lá.

Cidade natal de figuras importantes como Dante Alighieri, Botticelli e Donatello além morada de outros famosos como Galileo, Da Vinci e Michelangelo, Florença encanta logo de cara e é um prato cheio para quem gosta muito de arte. Vamos conhecer um pouquinho do muito que há para fazer lá.

De Roma a Florença

Comprei a passagem de Roma a Florença na estação Termini, em uma máquina de autoatendimento. É muito fácil comprar bilhetes nessas máquinas, você escolhe a língua desejada e segue as instruções (não há português). Elas aceitam o pagamento em dinheiro, cartão de crédito ou débito. Em todas as estações de trem que eu passei há máquinas dessas mas se você não se sentir seguro o suficiente, compre as passagens na bilheteria.

Agora, fique atento às informações do “Biglietto”: hora de saída, “treno” (número do trem), “carrozza” (número do vagão), e “posti” (número do assento). Se você entrar no vagão errado, não se preocupe. Você consegue andar entre os vagões. A “Binari” (plataforma) não é informada, você terá que ficar de olho no painel, com o horário e número do trem. Aproximadamente 15 minutos antes da partida eles irão informar o número da plataforma que o trem irá parar. Neste caso não é necessário validar a passagem, pois já está reservado seu assento.

Passagem de Trem. Todas na Europa tem essa cara.

Apesar de estar escrito “Arrivo: Firenze SMN” na passagem, o destino final do trem era Torino. Eu deveria pegar o trem neste sentido e descer em Florença, que é uma das paradas. Fique de olho nisto também. Sempre que tiver dúvidas, procure o posto de informação turística que há na estação.

Para consultar horários e preços, acesse o site da Trenitalia. Os trens italianos são muito confortáveis. Há mesinhas com tomadas para ligar notebooks e internet wi-fi a bordo, se você tiver um número de celular que funcione para receber a senha por SMS. O custo do acesso é de 1 eurocent. A viagem de Roma a Florença dura 01:30, mas não durma no caminho, o trajeto é muito bonito.

Rua de Florença

Em Florença

Florença é uma cidade pequena. Para se locomover, prepare-se. Você andará bastante. Os ônibus demoram para passar e não chegam em alguns lugares turísticos, pois as ruas históricas de Florença são bem apertadas.

Me hospedei em um hotel que fica a 10 minutos a pé da estação Santa Maria Novella, Hotel Il Giglio Rosso. O quarto era bem legal, mas ao redor não havia muitas opções de lugares para comer. A rua ficava bem deserta depois das 19h. Eu recomendo que você procure um hotel na Via Nazionale, pois lá sim há muitas opções de restaurantes, bares, sorveterias e fica já na direção dos pontos turísticos.

Assim que cheguei no hotel, peguei o mapa da cidade e para minha surpresa havia muito mais a se fazer do que eu tinha programado. Mas eu não sou o Flash e decidi manter minha programação. Ainda era cedo e quis começar do ponto mais distante e voltar sentido a estação.

Bilhete de Ônibus em Florença

Parei no posto de informação turística que fica atrás da Basílica de Santa Maria Novella, ao lado direito da saída principal da estação de trem. Perguntei como fazer para chegar na Basílica de Santa Croce, e a mulher me mandou ir lá pros quintos dos infernos para pegar o ônibus C2, sendo que ele passava na rua ao lado, Via de Belle Donne. Resultado: eu me perdi nas ruazinhas e andei muito debaixo de um sol bem quente. Eu já estava cansada do tanto que andei em Roma e minhas forças estavam se esgotando. Decidi parar para almoçar e comi uma bela massa no restaurante La Pizzeria. Com a barrinha de energia completa, resolvi voltar e no caminho encontrei o tal C2 parado em um ponto.

Corri, peguei o ônibus e umas senhoras italianas me ajudaram a descer no ponto de Santa Croce. Ah sim! O ônibus custa €2,00 se você comprar o bilhete a bordo (tinha uma placa dizendo que você deve dar o dinheiro contado). Você pode utilizá-lo por 90 minutos, então não esqueça de validar na maquininha para que seja impressa a data e hora.

Piazza Santa Croce

Saindo da Piazza Santa Croce peguei a Borgo de Greci para chegar à Piazza della Signoria, com estátuas que celebram os eventos históricos da cidade. Ali está o Palazzo Vecchio e a Galleria Uffizi. Bem, eu não consegui entrar na Uffizi, a fila estava gigante. Resolvi deixar para o dia seguinte (eu estava com preguiça mesmo). Atrás da Galeria Uffizi já podemos avistar a Ponte Vecchio, que possui diversas lojas – desde produtos alimentícios até joalherias. Há diveros restaurantes no caminho para o Palazzo Vecchio, experimente um dos deliciosos Paninis.

Palazzo Vecchio

Palazzo Vecchio

Piazza della Signoria (difícil tirar uma foto legal com tanta cabeça na frente)

Ponte Vecchio

Atravessando o Rio Arno pela Ponte Vecchio, está o Palazzo Pitti. Existem diversas opções de entrada para o Palácio Pitti. Mais informações aqui no site oficial. Eu comprei o ingresso para ver o Giardino di Boboli, pra mim o lugar mais bonito que fui em Florença. Não deixem de visitar este lugar e não esqueçam de levar água. A caminhada é longa neste jardim em forma de labirnto. O ingresso para o Giardino di Boboli + Musei degli Argenti e delle Porcellane + Galeria del Costume + Giardino Bardini custa €7,00.

Giardino di Boboli

Giardino di Boboli

Giardino di Boboli

Eu deixei o Giardino di Boboli pela saída da Piazzale di Porta Romana. Vi passar do outro lado da Avenida o ônibus 12 para a Piazzale Michelangelo (piazza = praça e piazzale = grande praça). Nesta praça, temos uma visão panorâmica da cidade de Florença. Vá de ônibus mesmo, pois é uma bela subida por uma estradinha em um monte.

Após apreciar aquela vista incrível, peguei o ônibus número 13 que volta para a estação Santa Maria Novella e olhei no site da Trenitalia os horários dos trens para Pisa. No dia seguinte acordei bem cedo e peguei e passei metade do dia lá. Confira o post sobre Pisa aqui.

Vista a partir da Piazzale Michelangelo

Outro lado da vista da Piazzale Michelangelo

Voltei de Pisa a Florença e fui à Galleria Uffizi. Sim, muita fila novamente, mas desta vez esperei. Desculpe, não é permitido tirar fotos, então não tenho nenhuma para postar. O ingresso custou €11,00. Nesta galeria se encontram diversas pinturas e esculturas famosas, como “O Nascimento de Vênus” de Botticelli.

Atrás da Galleria Uffizi fica o Museo Galileo di Storia della Scienza. Nem preciso dizer que eu curti esse museu muito mais que os outros: você conhece um pouco da história da astronomia, matemática, navegação, etc e a entrada custa €5,00. Não pude tirar fotos dentro desse museu também, mas você pode conferir o Mini Guide em pdf disponível no site oficial do museu.

Agora só faltava um lugar para ir: Galleria dell’Academia. Como eu poderia ir até Florença e não ver o David de Michelangelo? Mas eu estava só o pó e deixei para ir no outro dia bem cedo, antes de embarcar para meu próximo destino.

Saí cedo e fui a pé do hotel à Galleria, que abre às 08:45. Cheguei lá umas 08:30 e já havia uma fila considerável, mesmo de pessoas que já tinham comprado a entrada pela internet. A estátua de David é muito maior e mais bonita do que eu imaginava, e tem uma proteção até contra tremores para não acontecer nada com ela (pelo menos foi o que eu entendi que estava escrito).

Também vi uma exposição de Lorenzo Bartolini “Scultore del bello naturale” e achei sensacional, as estátuas pareciam ter vida.

Meu passeio em Florença terminou aqui, mas outros lugares que você pode se interresar:

  • Duomo e Campanile di Giotto
  • Forte Belvedere
  • Casa di Dante
  • Fortezza da Basso
  • Galleria d’Arte Moderna
  • Museo Nazionale Alinari della Fotografia
  • Museo dell’Opera del Duomo
  • Museo di Storia Naturale dell’Università
Veja mais lugares para visitar em Florença no site www.firenzeturismo.it
O Firenze Card custa €50,00 e dá acesso a 50 pontos turísticos na cidade (válido por 72h). Eu fiquei 2 dias e meio e gastei €34,00 para entrar em 4 museus. Analise o tempo e os lugares que pretende ir para ver se vale mesmo a pena comprar este passe.
De volta ao hotel, peguei minhas coisas e fui rumo ao próximo destino: Veneza.

Roma

Ok, Lisboa foi fácil: eu estava em um país que fala português e com amigos. No embarque para Roma, fiquei me perguntando como seria estar sozinha pela primeira vez em um lugar que eu não sei a língua. Rome Alone! Bem, no final das contas foi tranquilo.

Madruguei em Lisboa e peguei um vôo bem cedo para Roma. Quase 3h depois estava desembarcando no aeroporto Roma Fiumicino.

Parei no posto de informação turística do aeroporto  porque agora me interessava comprar o Roma Pass. Você paga €25,00 e em 72h a partir da data de ativação o passe te oferece:

  • Entrada gratuita nos dois primeiros museus;
  • Desconto nos demais museus;
  • Transporte público ilimitado.
  • Mapa da cidade com site/telefone de todos os pontos turísticos e quais linhas de ônibus/estações de metrô que você deve descer para chegar até ao local desejado.
Só o ingresso para Coliseu + Fórum Romano + Palatino custa €16,50. Daí você já vê que vale a pena o Roma Pass.

Para chegar ao centro da cidade, há um trem expresso que liga o Aeroporto Fiumicino à estação principal Roma Termini. A passagem custa €15,00 (vai se acostumando, na Itália é tudo caro). Já chegando na estação Roma Termini, confesso que fiquei um pouco chocada porque era tudo muito sujo e pichado. Raridade ver uma escada rolante na estação. Peguei um metrô que parecia que ia cair aos pedaços. Não era bem essa imagem que eu tinha da capital da Itália.

Atenção: Em qualquer lugar da Itália, sempre que pegar um trem que não há reserva de assento, você deve obrigatoriamente validar sua passagem nas máquinas amarelas que ficam na plataforma antes de embarcar. Elas imprimem o dia, hora e estação em que o bilhete foi validado. Se o fiscal do trem passar e você não estiver com o bilhete válido, ele lhe dará uma bela multa.

Minha reserva estava num local próximo à estação de metrô Lepanto, nas redondezas do Vaticano. Chegando lá, vi que era um prédio residencial e fiquei completamente perdida. Uma mulher estava saindo do prédio, viu minha cara e tentou me ajudar, mas como no endereço da reserva não havia o número do apartamento, ela não sabia quem era a pessoa. Essa foi minha primeira mancada da viagem: a reserva era numa “Guesthouse”. A pessoa tinha um apartamento com vários quartos, e eu aluguei um desses quartos.

Eu não quis ficar ali, já que era a casa de alguém desconhecido. Saí à procura de algum outro lugar e os italianos me ajudaram bastante. Um casal de uma banca de jornal não sabia falar inglês, mas chamou uma mulher que sabia. Todos foram bem prestativos, mas não achei o tal lugar que eles me indicaram. Resolvi voltar ao metrô Lepanto e logo ao lado vi uma pensão e decidi ficar ali mesmo. Eu recomendo a pensão só para pessoas que não forem muito frescas, porque os quartos são pequenos e não possuem ar condicionado. Mas eu não tive problema algum em ficar lá, e tem bastante comércio em volta, na Via Giulio Cesare. O wi-fi e o atendimento são excelentes. Os italianos que falam inglês falam bem, os que não falam tentam te ajudar apontando e uma coisa ou outra em italiano a gente consegue compreender.

Arco de Constantino

Depois desse pequeno nervoso, deixei minhas coisas lá e fui ao Coliseu. A estação de metrô Colosseo te deixa na cara do gol. Como eu disse acima, o ingresso do Coliseu também vale para o Palatino e o Fórum Romano. Bem, eu levei o resto do dia para andar em tudo isso. Vá com calçados confortáveis e já aviso que seu tênis vai ficar branco de tanta terra. Aproveite para ver também o Arco de Constantino, que fica ao lado do Coliseu.

Saindo do Coliseu, fui andando pela Via Dei Fori Imperiali até chegar ao Monumento a Vittorio Emanuele II, na Piazza Venezia. Se você quiser, pode subir até o topo para uma visão panorâmica de Roma (coisa que eu deveria ter feito e não fiz). Ali próximo também está o Mercati di Traiano e Museo dei Fori Imperiali, o Museu Nazionale del Palazzo di Venezia, e o Palazzo Valentini. 

Monumento a Vittorio Emanuele II

Saí da Piazza Venezia  pela Via del Corso a fim de encontrar a Fontana di Trevi. Me perdi no meio do caminho, mas foi bom isso. Vi tantas construções antigas que parece que entrei na máquina do tempo e voltei a um passado muito distante. Pedi algumas informações para chegar à fonte e quando cheguei realmente achei impressionante a obra de arte em si que é aquela fonte. A quantidade de pessoas que fica em volta é muito grande, fica até difícil chegar mais perto.

Ao redor da Fontana di Trevi há muitos lugares legais pra comer que não são tão caros.

Fontana di Trevi

Apesar de estar claro, já era noite. No verão, anoitece só depois das 20h. Dava para aproveitar melhor o dia. Encontrei um supermercado numa travessa da Via del Corso e com €6,00 comprei muita coisa mesmo. Comprar nos supermercados sempre sai muito mais em conta do que em outros lugares.

Peguei um ônibus para descer em qualquer estação de metrô e observei que as pessoas entravam em qualquer porta do ônibus e não validavam os bilhetes. Em Roma, os ônibus não possuem catracas. Segundo meu amigo Gustavo explicou, os italianos pagam uma taxa fixa por mês para usar o transporte público de maneira ilimitada. Mas pelo que vi, muita gente se aproveita disso para andar de ônibus de graça.

No outro dia, já estava tudo certo para ir aos Museus do Vaticano. Acordei cedinho e fui a pé da pensão ao Vaticano, era bem próximo. Já havia comprado o ticket com antecedência pela internet. Foi a melhor coisa que eu fiz, pois a fila estava enorme. Passei direto por todas as pessoas na fila e troquei meu ticket online sem pegar fila nenhuma. Existem diferentes tipos de tickets. Mais informações aqui no site do museu.

O museu é bem grande e conta com inúmeras obras de arte, achados arqueológicos e objetos doados/adquiridos pela igreja católica ao longo da história. Reserve no mínimo umas 3h para passar aqui, tem muita coisa mesmo para ver. E não faça barulho nem tente tirar fotos na Capela Sistina, os guardas são bem chatos com os turistas que quebram as regras.

Entrada – Museus do Vaticano

Museu do Vaticano

Saí do Museu, passei pela Piazza San Pietro e fui direto pela Via della Conciliazione até chegar no Castelo de Sant’Angelo. Foi um dos lugares que mais gostei na viagem. No topo do castelo também temos uma bela da cidade de Roma:

Castelo de Sant’Angelo e a vista para o Rio Tibre

Após visitar o Castelo, atravessei a Ponte Vittorio Emanuele II (que aparece na foto acima) e segui pela margem do Rio Tibre até encontrar a Via Zanardelli para chegar à Piazza Navona. Tinha uma feirinha de artesanato e artes para quem gosta de compras, mas sinceramente, não achei muita graça nessa praça.

Fontana di Nettuno, Piazza Navona

Fontana dei Quatro Fiumi, Piazza Navona

Palazzo di Giustizia

Atravessei novamente para o outro lado do Rio Tibre pela Ponte Umberto I e vi o Palazzo di Giustizia, imponente e belo lugar. Voltei à estação Lepanto pela Via Cicerone para encontrar meu amigo Gustavo, que havia se mudado para Roma uns 3 dias antes de eu chegar lá. Comi pela primeira vez uma pizza italiana, e bem… as de São Paulo são muito melhores! Bem, elas são individuais e bem grandes. Não consegui comer nenhuma inteira, e custam em média €5,00.

Depois de almoçar com o Gustavo, fui com ele até Roma Termini e de lá peguei o metrô para descer em na estação Spagna. Chegando na Piazza di Spagna, vi a Scalinata di Spagna e a fonte La Barcaccia.

Tome cuidado aqui com uns indianos malucos que querem vender flores pra você. Não pegue nada mesmo que eles digam que é de presente. Se você quiser tirar uma foto por ali, peça para outro turista tirar. Nunca dê sua câmera aos indianos malucos, eles ficam te pedindo dinheiro por isso também. Eles ficam vendendo outras coisas, como bolsas e souvenirs. “Good price” é tudo que eles sabem dizer.

La Barcaccia, Piazza di Spagna

Com o mapa em mãos, segui andando da Piazza di Spagna rumo ao Panteão. Antigamente usado como templo para todos os deuses, hoje é usado como igreja. O mais interessante é que a única passagem de luz é uma abertura no teto circular, chamada oculus (olho, em latim).

Oculus, Pantheon

E o Panteão foi o último lugar que passei em Roma. Dois dias não foram suficientes, obviamente. Roma precisa de no mínimo uns 5 dias. Mas pelo menos eu consegui ir aos lugares que eu realmente queria, nenhum ficou pra trás.

Curiosidades:

  • Os italianos parecem estar sempre brigando;
  • Os restaurantes possuem menus com 5 pratos para um valor X. Eles comem tudo.
  • Os homens em Roma que curtem andar na moda são ridículos: usam camisa polo com a gola pra cima e se acham o máximo.
  • As ruas são lotadas de carros estacionados e eles estacionam do jeito que der: atravessado, com a roda na guia e ninguém tá nem aí.
  • Há mais motos que São Paulo.
  • Na última terça de todo mês, uma série de museus de Roma tem entrada franca. (by Gustavo Hitzchky)
  • Em Roma, há diversos bebedouros espalhados pela cidade. A água é muito boa. Pode encher sua garrafinha sem medo.

Fiquem ligadinhos para o próximo destino: Florença.

Se você quiser mais detalhes sobre Roma, não deixe de conferir o post do Raul no Hunf!