Riverside – Love, Fear and the Time Machine (2015)

Como às vezes escrevo sobre música aqui no blog, resolvi falar sobre meu álbum preferido desde 2015 – Love, Fear and the Time Machine da banda polonesa Riverside. Por acaso no dia que o disco foi lançado eu estava no show deles aqui em São Paulo, no Overload Fest e gostei logo de cara ao ouvir as duas músicas que eles tocaram do lançamento. Desde então ouço com muita frequência.

Como quase todos os discos de rock progressivo, o álbum é conceitual e fala basicamente sobre decisões que escolhemos tomar ou não e os fatores que influenciam isso: amor, o medo, o que passamos e o que pensamos sobre o futuro. Vamos analisar qual a mensagem das músicas, com base nas letras e numa entrevista com o vocalista Mariusz Duda.

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Lost (Why Should I Be Frightened By a Hat?)
A frase “Why should I be frightened by a hat?” (Por que é que um chapéu faria medo?) foi retirada do livro “O Pequeno Príncipe”. Na história, o piloto desenhava um elefante engolido por uma jibóia, mas nenhum adulto entendia o desenho. Eles viam como um chapéu e faziam a pergunta: por que um chapéu faria medo?

Aqui, o que querem dizer é: por que devemos ter medo de algo que não sabemos? Quando estamos no processo de tomar uma decisão, podemos nos sentir perdidos. No final das contas isso tem um lado positivo porque às vezes as perdas ou o desconhecido nos tornam pessoas melhores ou mais fortes. Tudo na vida é experiência.

I was frightened of a thousand hats
Bouncing off the answers, losing pride
Had a fear of failure and true love
But I don’t regret that I am what I lost

Under the Pillow
Esta faixa fala muito sobre estarmos desapontados conosco e nossas lutas contra pensamentos negativos. É sobre apenas ver a vida passar e não agir para fazer o que devemos fazer: sair da zona de conforto.

While you’ve been watching too much daytime TV
Dreaming on demand

Your “from tomorrow” just became “yesterday”
Made you crawl again under the bed covers
Hey you, rise and shine! You must learn to stand your ground
How long can you hold your breath under the pillow?

#Addicted
Addicted significa viciado. E hoje o maior vício de muita gente por aí é rede social. A música fala a respeito do exagero de postar tudo que se faz na internet, mendigando likes quando a vida online no fundo é apenas uma máscara – a pessoa quer passar a imagem de alguém que ela não é simplesmente para ganhar popularidade, sendo que o maior medo dela é a solidão.

So hashtag me and go cause I’m addicted to your love
I’m afraid you’re the only friend I’ve got
There’s a mask upon my face I can’t live without
So you won’t recognize me when I am in the crowd
I lost my calmness in the world where everything is searchable

Caterpillar And The Barbed Wire
Uma crise existencial na meia-idade. Às vezes passamos a vida toda reprimindo nossos sonhos, presos em uma rotina diária que não é bem o que gostaríamos. Assim como a lagarta da música prefere continuar lutando contra o arame farpado, se machucando e evitando de se transformar em borboleta, muitos preferem evitar uma transformação na mente ou na vida, continuando presos em uma situação desagradável. Além disso, aparentemente o personagem parece se lembrar que também não está com a pessoa que ele ama. Tudo isso por causa de medo e falta de confiança.

I can’t pretend anymore I’m tired of suppressing all of my needs
I want to belong to the cloudless sky not to the shaded ground

But it’s so hard to admit that I lived without your light
Trying not to believe that I need it more
Now the bleeding won’t stop for I struggled through the barbed wire
Trying not to believe that I need your love.
Trying not to believe in love. 
But it got me now.

Saturate Me
Esta faixa curta que está conectada com #Addicted tem um significado grande: o nome da faixa vem por causa de “saturation” uma das opções que faz parte de programas e aplicativos de edição de imagens. Para Mariusz Duda, as pessoas conectadas na internet o tempo todo perderam suas identidades e assim elas pegam as melhores aspectos de várias pessoas diferentes e montam uma personalidade de como elas gostariam de ser. Essa personalidade serve como uma máscara mostrada nas redes sociais onde todos sempre estão lindos e felizes, mas a realidade da pessoa é outra.

iCrowd patterns beliefs guided trips search for hints
Copy/paste brain turned off in my invisible ”oh” life
I don’t want to feel like I’m no one anymore

Afloat
Afloat também é uma faixa curta e é o ponto de mudança do personagem do álbum. É sobre a dor que ele sente, mas de maneira positiva desta vez: ele aceita tudo o que passou, admite que faz parte dele e segue em frente.

Dream on, my pain, my scar, my thorn
You’ve been a part of me… let me stay afloat

Discard Your Fear
Aqui é hora de deixar as coisas ruins que aconteceram no passado parar de influenciar o seu presente, de ter a consciência de que nossa mente tem o poder de distorcer fatos que se passaram e paralisar nossa vida. É hora de parar de ter medo do desconhecido, ter coragem de tomar as decisões e de fazer algo novo na vida. É hora de não ter mais medo de amar.

Discard your fear of the unknown be here and now
Just find yourself in peace, try to free your mind
Wake up, get unstuck, let it go
Scare away your fear no more fear of new life
Fear of days of the unknown
No more fear of love

Towards The Blue Horizon
A canção é a respeito de uma amizade de infância, onde muitos momentos bons foram compartilhados mas que a vida acabou separando. A “Time Machine” (Máquina do Tempo) entra no contexto pois existe uma certa nostalgia na música e com certeza o personagem gostaria de voltar no tempo para reviver aqueles momentos com o amigo.

Where are you now my friend? I miss those days
I hope they take good care of you there
And you can still play the guitar and sing your songs
I just miss those days and miss you so
Wish I could be strong when darkness comes

Time Travellers
Mais uma vez o personagem quer usar a “Máquina do Tempo” para voltar à infância. Mas ele segue em frente, olhando para trás de certa forma. Mariusz diz que antigamente, a empolgação em fazer coisas novas era completamente diferente e pura porque se você quisesse fazer algo, era necessário paciência, dedicação, merecimento. Hoje temos acesso a tudo, em qualquer momento, em diversas plataformas e o sentimento não é o mesmo.

Let’s go back to the world that was 30 years ago
And let’s believe this is our time

Found (The Unexpected Flaw of Searching)
Se na primeira faixa do disco ele estava perdido, aqui ele se encontra. Ele olha para trás e vê todas as dificuldades que passou, mas agora as nuvens estão indo embora e o sol está voltando. Ele aceita que tudo faz parte de seu crescimento, de seu aprendizado. Agora ele vê as coisas como elas são e não tem mais medo. Ele acredita que a vida é bela e que não deve desistir dos sonhos; que ele deve continuar com o que ele acredita ser o certo. E se sente como uma criança que está começando a vida, ou seja: é um novo começo para ele.

Esta faixa encerra o álbum com chave de ouro e de quebra o clipe tem uma fotografia incrível. O lindo solo foi o último presente do guitarrista Piotr Grudziński, que faleceu 5 meses após o lançamento do álbum. De longe minha música preferida deste disco.

Love, Fear and the Time Machine toca fundo porque todos nós passamos pelas coisas descritas ao decorrer da vida. A hesitação, o medo, a ansiedade e a dificuldade de tomar uma grande decisão. Às vezes agimos e quebramos a cara. Às vezes desistimos. Outras vezes estamos deprimidos, desmotivados ou paralisados de alguma forma para fazer algo novo. Usamos a televisão e as redes sociais como válvula de escape ou como meio de alimentar nosso ego na tentativa de preencher um vazio existencial. Deixamos que circunstâncias diversas nos afastem pessoas que amamos. Muitas vezes nos arrependemos. Mas somos quem somos hoje por causa de nossas experiências, tenham sido elas positivas ou negativas. Somos nossas conquistas e também nossas perdas. Qualquer que tenha sido a situação, aceitar o que aconteceu e superar nos torna mais fortes. E assim seguimos em frente fazendo o que acreditamos ser o certo e, se possível, estando em paz com isso. Caso não estejamos, temos a opção de recomeçar. Sempre é tempo de mudar!

Se quiser ouvir o álbum, abaixo tem o link do Spotify. Enjoy! 🙂

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Playlist Para Viagem

Toda viagem pede uma boa trilha sonora com músicas que te motivam a colocar o pé na estrada e explorar cada local que você visita.

Aqui está uma playlist que eu montei no Spotify justamente para isso.

Alguns destaques para inspirar a viajar:

Steppenwolf – Born to be Wild
“Get your motor running… head out on the highway! Looking for adventure and whatever comes our way!”

Tim McMorris – A Beautiful Life
“Take a look and see a beautiful morning, that turns into a beautiful evening
And together make a beautiful life… and if you want to see then come along with me that’s right…”

Aerosmith – Fly Away From Here
“We all make mistakes but it’s never too late to start again, take another breath
And fly away from here, anywhere, yeah I don’t care…
Our hopes and dreams are out there somewhere!
Won’t let time pass us by, we’ll just fly

Maybe you and I could pack our bags and say good-bye”

Spock’s Beard – As Long As We Ride
“Let’s get this engine started, pack up the trunk with all we own
Can’t think of a reason we should stay”

U2 – Beautiful Day
“See the world in green and blue, see China right in front of you
See the canyons broken by cloud, see the tuna fleets clearing the sea out
See the Bedouin fires at night, see the oil fields at first light and
See the bird with a leaf in her mouth, after the flood all the colors came out

It’s a beautiful day, don’t let it get away!”

Aproveite sua viagem! 🙂

Rockabilly Rules, ok?

Rockabilly nada mais é que a mistura de rock com o country (hillbilly), um estilo de música agradável e divertido. Com um piano animado e um jeito diferente de tocar baixo, o som se torna mais divertido para quem dança. Como diria meu amigo Murilo, o rockabilly sabe “como entreter as pessoas com letras inocentes, que vão de verdadeiras declarações de amor até um garoto pedindo para os pais para ficar até mais tarde na rua, com um ritmo extremamente dançante. São raras as garotas que já tenham visto alguém dançando e não sintam vontade de girar com tanta graça, e  todos os garotos querem ter a capacidade de fazer as garotas sorrirem e se divertirem tanta facilidade.”

Os anos 50 certamente foram anos dourados para quem viveu na época. A chamada geração “Baby Boomer” influenciou e modificou muito o modo de viver, quebrando algumas regras e vivendo mais sua juventude. Rapazes queriam ser astros do rock, com topetes, jeans apertado e jaquetas de couro, enquanto as moças sonhavam em ter o glamour de uma Pin Up, com belos penteados, vestidos rodados e salto alto. Em lambretas e cadillacs, iam tomar coca-cola ou milk shake e comer hamburger ao som do rockabilly, que marcou aquele tempo. Assim, foi estabelecida uma “cultura Rockabilly”.

Em meados dos anos 80, o estilo voltou com força através das bandas de Neo-Rockabilly, como Stray Cats e The Firebirds, e até hoje inspira diversas bandas que fazem versões tanto de músicas dos anos 50 como de músicas pop. Exemplo disso é o Full Blown Cherry, que faz cover de Ramones e AC/DC; The Baseballs, que fazem cover de Rihanna, Lady Gaga, Maroon 5, entre outros; Dick Brave & The Backbeats com cover de Michael Jackson, Pink e George Michael. Sem falar em bandas como TT Grace que tocam músicas próprias!

O Rockabilly vem crescendo bastante e se destacando no Brasil. Temos diversas bandas boas do gênero, como Crazy Legs, Jack Jeans, Alex Valenzi & The Hideaway Cats, Gaspa & Os Alquimistas, Annie & The Malagueta Boys e Henry Paul Trio. Vale a pena conferir.

Alguns levam tudo isso muito a sério, como estilo de vida. É o caso desta vila na Suécia, que parece viver nos anos 50 ainda. Sem exageros, é bem legal curtir e dançar ao som do Rockabilly. Dançar faz muito bem à saúde. Segundo esta matéria, a dança que mais faz gastar caloria é o Rock o/

Bem, se você ainda dança assim:

SEUS PROBLEMAS ACABARAM! O Rockabilly não exige que você seja um dançarino perfeito, você pode errar sem problemas. Até eu aprendi um pouco. A intenção é se divertir. Eu te conto onde aprender:

Em São Paulo:

The Clock Rock Bar – http://www.theclock.com.br

André Toffani – http://www.andretoffani.com/

Em Campinas:

Pasku Boots & Shoes – (19) 3387-7975

Em Jundiaí:

Gininha Canovas – (11) 9552-2617

Daí a gente aprende mais ou menos assim:

Agora é  só saber onde curtir e/ou dançar Rockabilly:

The Clock Rock Bar (São Paulo)

Pin Up’s Party (São Paulo)

Rockabilly Dancin’ Party (São Paulo)

Wooly Bully (Vinhedo)

Cadillac Vintage Bar (Santos)

Woodstock Music Bar (Campinas – confira a programação)

Jokers Pub (Curitiba – confira a programação)

Confira a agenda dos rockers! Outras informações sobre Rockabilly, Lindy Hop, Doo Wop, Boogie, etc no Portal Rockabilly.

Finalizo o post deixando para vocês C’mon Everybody do Elvis Presley.

Lista 7 – Melhores Covers

Os bestas lindos decidiram que o tema desta semana seria os melhores covers.

A idéia de regravar uma música pode ser bem complicada. Há o risco de sofrer críticas duras dos fãs xiitas da banda que compôs a musica, mas também há o risco do cover ficar tão bom a ponto de fazer muito mais sucesso que a original.  Um exemplo disso é que muita gente pensa que “I Fought The Law” é uma música do Clash, quando na verdade foi gravada nos anos 50 pela banda The Crickets.

Pra ser sincera, eu gosto muito de covers. Dou risada com os covers que ficam toscos, bato palmas para os que ficam bons. Tudo bem, achei estranho mesmo ouvir uma versão Axé de Dyer Maker (Led Zeppelin) e nos últimos dias, de Back In Black (AC/DC) feita pelos Detonautas mas enfim… separei alguns covers que para mim, são melhores que os originais.

Segue a lista:

#7 – Tainted Love – Soft Cell

Original: Gloria Jones

Um dos clipes mais toscos da galáxia!

#6 – Do You Wanna Dance – Ramones

Original: Bobby Freeman

#5 – You Really Got Me – Van Halen

Original: The Kinks

#4 – The Wait – Metallica

Original: Killing Joke

#3 – Mr. Sandman – Blind Guardian

Original: The Chordettes

#2 – Blue Suede Shoes – Elvis Presley

Original: Carl Perkins

#1 – Long Live Rock’n’Roll – Steel Dragon

Original: Rainbow

Não deixe de conferir este cover de Crazy Little Thing Called Love, este de Hocus Pocus e este de Just a Gigolo. E claro, a lista do Anselmo, do Ricz e do Master também né?

Sobre Pain of Salvation

Antes que você pergunte: não, não é uma banda gospel.

Esta banda sueca de rock/metal progressivo que foi fundada em 1991 pelo vocalista Daniel Gildenlöw, hoje conta também com Fredrik Hermansson (teclado), Johan Hallgren (guitarra) e Léo Margarit (bateria) . É uma das minhas bandas favoritas (talvez seja a minha preferida), e como no próximo domingo irei novamente ao show deles, resolvi escrever um pouco sobre a banda para quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-la.

Para começar, posso afirmar que o Pain of Salvation não se parece com nenhuma outra banda. Aliás, eles mesmos não se parecem: cada álbum passa a impressão que estou ouvindo uma banda diferente. Podemos ouvir músicas mais pesadas, outras mais trabalhadas, românticas, algumas até com uma pegada de blues. Do meu ponto de vista, a originalidade é a essência deles.

Todos os álbuns são conceituais. As letras giram em torno de temas às vezes um tanto quanto complicados, por exemplo: relacionamentos, família, guerra, drogas, consumismo, abuso, superficialidade, imperalismo. Basicamente, o Pain of Salvation na maioria das vezes extrai o que pode haver de mais conflitante dentro de uma pessoa e coloca isso em música. As letras dão aquele impacto em quem ouve com atenção, e o jeito que o Daniel canta transmite o sentimento em questão.

Para vocês conhecerem um pouco do que é o PoS, farei um breve resumo dos temas abordados pelos álbuns (deixei o EP Linoleum e o acústico 12:5 de fora).  As legendas das figuras são trechos de letras dos álbuns.

1997 – Entropia

O nome do álbum vem de Entropia (medida de desordem em um sistema termodinâmico) + Utopia (o mundo ideal). Ele trata de uma família separada pela guerra. Nas palavras do Daniel, “sobre um pai que não consegue proteger sua família, sobre uma criança que precisa de um pai e não de um soldado, sobre uma sociedade que mata.”

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“Losing all I lived for… losing all I fought for.”

1998 – One Hour By The Concrete Lake

Uma pessoa trabalha numa indústria bélica. Ela foi ensinada que seu trabalho serve para proteger a população do seu país. Em determinado momento, ela pensa naquilo e começa a ficar com a consciência pesada: indiretamente, está matando milhares de pessoas. Então resolve andar por aí e ver as consequências da guerra.

Por que este álbum se chama One Hour By The Concrete Lake? Bem, talvez você não saiba, mas realmente existe um lago de concreto. É o lago Karachay, na Rússia. Ele foi usado por muitos anos como depósito de lixo radioativo e é provavelmente o mais poluído do mundo. Para tentar amenizar a situação,  jogaram milhares de blocos de concreto para impedir ao máximo que a radioatividade se espalhasse. Ainda assim, se você passar uma hora perto deste lago, sem chance: você morrerá em alguns dias.

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“And I am just a wheel in motion, too blind to see”

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Lago Karachay, Russia

2000 – The Perfect Element, Part I

Trata sobre os problemas na transição da infância para adolescência: drogas, amor, vergonha, arrependimentos, decepções, abuso, sentimentos conflitantes.

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“Getting used to pain”

2002 – Remedy Lane

É uma autobiografia do vocalista Daniel Gildenlöw. É conceitual, mas as músicas não estão em ordem cronológica. No encarte do CD, você vê datas e lugares e consegue colocar na ordem cronológica. Eu fiz isso, mas acho muito mais legal ouvir na ordem que está gravado o CD.

Amor, traição, novo amor, conflitos, tragédias, reconciliação. Esta foi a vida dele. Existe uma expressão que diz:take a walk down memory lane”, que significa “recordar o passado”. Aqui temos “take a walk down remedy lane”, que segundo o próprio Daniel quer dizer “reconciliar o passado e encontrar uma solução para a crise.”

PS: este é o meu preferido!

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“We will always be more human than we wish to be”

2004 – Be

É o preferido da grande maioria dos fãs da banda. Muito complexo para falar em um resumo, é pura viagem esse álbum: sondas espaciais, criogenia, a humanidade se destruíndo etc.

Nem me arrisco muito a falar, este álbum causa muita discussão. Melhor você ler este Review.

Uma curiosidade: a banda colocou um número de telefone à disposição dos fãs assinantes da newsletter, onde uma secretária eletrônica gravava as “orações”. Desta forma foi criada a faixa “Vocari Dei”.

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“Life’s turning its back on us…”

2007 – Scarsick (The Perfect Element, part II)

Os fãs criticaram muito este álbum pela sonoridade completamente diferente do que se espera de uma banda de “metal progressivo”.  Pode ver pelas músicas “Spitfall” e “Disco Queen”. Mas é como eu disse no começo: o Pain of Salvation procura fazer algo diferente a cada disco. Praticamente impossível rotular.

Mas vamos falar do tema do álbum: enquanto Perfect Element part I trata dos problemas da adolescência, este álbum é completamente político: imperialismo, captalismo, consumismo, guerra. Parece nada a ver, mas nosso querido Daniel Gildenlöw explicou que o personagem “He” em Perfect Element I é uma alegoria para a humanidade, e trata a parte psicológica do indivíduo, enquanto o Scarsick trata o sentido sociológico e explora a relação dos dois. Juro que se não tivesse lido isso eu nunca iria associar uma coisa com a outra.

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“Step into the dark age of treason…”

2010 – Road Salt One

Este album, também muito criticado pelos fãs pela falta de peso no som, fala sobre fazer difíceis escolhas, daquelas que envolvem todo o conjunto de caráter e moral de um ser humano, muitas vezes lutando contra seus desejos . Daniel Gildenlöw disse numa entrevista que o enredo deste disco é semelhante à história do filme Magnólia.

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“So many choices burned into my mind…”

Lógico que Pain of Salvation é muito mais que isso que eu escrevi aqui.

Se você se interessou e quer ouvir a banda, clique aqui e ouça a playlist que fiz no Grooveshark.

Site oficial: www.painofsalvation.com/