Sarajevo

Se a Bósnia e Herzegovina é abrigo de muitas etnias, a capital Sarajevo é o lugar onde todas se encontram. Mesquitas, igrejas e sinagogas – os judeus chegaram na cidade após perseguições na Europa ocidental há 400 anos – ficam a uma curta distância uma das outras. Historicamente a cidade teve sua época de glória quando o governador otomano Gazi Husrev-Bey mandou construir diversas mesquitas e o “bazar” que vemos hoje na parte histórica em meados do século XV. Sarajevo chegou a ser a cidade mais importante do Império Otomano depois de Istambul e assim permaneceu até o século XVII, quando o exército austro-húngaro de Eugênio de Savoia queimou toda a cidade. Se reconstruindo aos poucos, foi sob o domínio posterior dos Habsburgos que a cidade passou por um processo de desenvolvimento e mudanças sociais. Juntando com o cerco de Sarajevo ocorrido nos anos 90, parece que voltar das cinzas é uma característica histórica da cidade.

Não podemos esquecer que Sarajevo também foi palco do evento que iniciou a Primeira Guerra Mundial: o assassinato do arquiduque austro-húngaro Francisco Ferdinando. Todo esse peso histórico atrai muitos turistas a visitar a cidade. Neste post, vou contar um pouco do que conheci em Sarajevo.

De Mostar a Sarajevo

Seja de trem ou de ônibus, o trajeto Mostar – Sarajevo é considerado cênico. Há apenas um trem por dia que vai de Ploče (Croácia) até Sarajevo, e Mostar é uma das cidades que o trem para. Já de ônibus, há mais flexibilidade: eles saem de uma em uma hora da rodoviária de Mostar e em pouco mais de duas horas você chega em Sarajevo. Tente sentar ao lado esquerdo do ônibus (atrás do motorista) para ter a melhor vista. Um pouco mais pra frente na estrada, há belas paisagens também do lado direito, mas dura pouco em relação a vista do lado esquerdo. Se você for de trem, basta fazer o contrário: sentar do lado direito e depois do esquerdo.

Trajeto cênico Mostar – Sarajevo

Em Sarajevo

A entrada da Nova Sarajevo, cheia de prédios modernos em uma larga avenida, não faz lembrar nem de longe um lugar em que houve uma guerra tão violenta há 21 anos. Ao contrário de Mostar, que como eu disse no post anterior é uma cidade pequena e sem recursos, a capital Sarajevo conseguiu se reerguer muito bem, apesar de você ainda ver claramente as marcas do cerco que durou quase 4 anos.

A rodoviária e a estação de trem ficam próximas. Saindo da rodoviária, siga em frente e vire à esquerda e logo após passar os correios já fica a praça da estação ferroviária. O ponto do tram 1, que é um circular da estação até a antiga Sarajevo, fica bem em frente. O condutor do tram entendeu mais ou menos o que eu perguntei, mostrei a localização do hotel pra ele no mapa e ele me ajudou a descer na parada certa.

Não tenha medo de andar em Sarajevo – me senti muito mais segura andando no centro de Sarajevo que no centro de São Paulo, Rio de Janeiro e Roma. Apenas tenha o cuidado que você teria andando em qualquer que você vai.

Dica que eu li em tudo quanto é guia / blog de viagem: não se esqueça que você está em uma cidade onde as pessoas levam  as etnias muito a sério. Nunca tente discutir assuntos políticos / étnicos da Bósnia com alguém de lá. Primeiro: porque você não vive lá e não conhece a complexidade do assunto. E segundo: porque é desnecessário. Também não julgue os sérvios como ruins e vilões da história, todos os lados cometeram suas atrocidades. Além disso, nem todos os sérvios eram a favor da guerra.  As pessoas mais legais que eu conheci na viagem toda eram bósnios sérvios de Banja Luka.

O Hotel

Eu havia reservado o B&B Divan, na cara da Old Town de Sarajevo. Chegando lá a recepcionista falou que teve um problema, algumas pessoas não haviam ido embora e ela já havia separado uma vaga no Hotel Latinski Most. Não era muito longe dali e sinceramente a localização era até melhor: de frente à Latin Bridge e rodeado de restaurantes a poucos metros de distância. Atendimento bom e o café da manhã tinha o essencial. Só atravessar a rua e você já está na Old Town de novo.

ONDE IR

Baščaršija

A Baščaršija (não me perguntem como se pronuncia!) é a principal atração de Sarajevo, o coração da cidade antiga (Old Town / Stari Grad). A palavra tem origem turca e significa “mercado principal”. Foi construída no século XV e possui diversas construções históricas, lojas, restaurantes e cafés. As lojas são organizadas por tipo de mercadoria. Por exemplo, a rua Kazandžiluk é famosa por vender diversos artigos de decoração em cobre. Em sua caminhada, coma um ćevapčići e fique com cheiro de cebola o resto do dia. Sem brincadeira: é muito gostoso, pode comer sem medo. O recepcionista do hotel que eu estava me recomendou um lugar muito bom pra comer o ćevapčići: Mrkva. Os funcionários do restaurante eram muito gente fina. Tudo bem que eles riram da minha cara porque eu não conseguia falar “chevápchichi” – é mais ou menos assim que se pronuncia – mas valeu a pena!

Sebilj

Na Baščaršija fica um dos símbolos de Sarajevo: a Sebilj, a fonte que fica na praça que chamam de “praça dos pombos”. Pode pegar água lá, é potável. Outras atrações nos arredores:

Gazi Husrev-Bey’s Bezistan (Covered Bazaar)

Construído em 1540, é como se fosse um pedacinho de Istambul em Sarajevo. Faz comércio de diversos artigos. Aproveita de uma vez e já veja o Sahat Kula (torre do relógio), a Gazi Husrev-Bey’s Mosque (a mesquita mais importante da Bósnia) e a Gazi Husrev-Bey’s Madrassa (Kuršumli madrassa, escola muçulmana).

Eu não entrei em nenhuma mesquita, mas se você pretende visitar alguma, lembre-se do “dress code”: roupas modestas, mulheres com a cabeça coberta. Não se esqueça que eles tiram os sapatos também.

Vijećnica – Biblioteca Nacional da B&H

Uma das mais importantes construções do período austro-húngaro, a Biblioteca Nacional foi um dos primeiros alvos dos sérvios durante o cerco de Sarajevo. Em 1992, mísseis destruíram a biblioteca com diversos documentos históricos muito importantes. Algumas pessoas arriscaram a vida para salvar alguns documentos de dentro da biblioteca, dizem que uma pessoa morreu com um tiro de um sniper (atirador de elite).

Vedran Smailović, o Violoncelista de Sarajevo tocando na Biblioteca Nacional em 1992 (www.theatlantic.com)

Cerveja de Sarajevo

Sarajevska Pivara – Cervejaria de Sarajevo

Logo no início do cerco, o sistema de distribuição de água foi destruído. Sem água, as pessoas tinham que se virar coletando água da chuva e derretendo neve para ter alguma água. O rio principal, que não tinha água potável, foi dominado pelos sérvios. Aí entra o importante papel que a Cervejaria de Sarajevo teve durante o cerco:  ela fica sobre um lago subterrâneo e tem um poço próprio. Assim, foi praticamente a única fonte de água limpa para parte da população de Sarajevo. O problema era chegar lá: o lugar acabou sendo alvo de mísseis e snipers. Hoje, a cervejaria fica aberta para visitação e tem um restaurante dentro.

Bursa Bezistan – Museu de Sarajevo

Construído em 1551, o local era utilizado para compra e venda de seda. Também foi bombardeado durante o cerco, foi restaurado e agora há uma exibição permanente em ordem cronológica desde a pré-história ate a época do período da dominação dos impérios Otomano e Austro-Húngaro.

Site Oficial: http://www.muzejsarajeva.ba

Svrzo’s House

O museu mostra uma casa típica da Bósnia na época do império Otomano. É totalmente construída de madeira e o interessante é que tem a “selamluk”, parte da casa onde se recebiam os convidados homens e onde eram acomodados os domésticos,  e a “haremluk”, onde apenas a família tinha acesso. Um mergulho na cultura muçulmana!

Latinska ćuprija – Ponte Latina

Na época da Iugoslávia, era chamada “Principov most” – Ponte do Príncipe. Foi próximo a esta ponte (também herança do Império Otomano) que o bigodudo arquiduque Francisco Ferdinando foi assassinado por um sérvio. Este assassinato foi o estopim que deu início à Primeira Guerra Mundial em 1914. De frente à ponte, há o Museum Sarajevo 1878 – 1918. A exibição começa com a ocupação da Bósnia e Herzegovina pelo império Autro-Húngaro e termina na Primeira Guerra Mundial, com mais detalhes do assassinato do arquiduque e o envolvimento da Bósnia nesta guerra.

Ponte Latina

The Eternal Flame

Markale Green Market (Mercado de Sarajevo) & Market Hall

Gradska trzinca, um mercado municipal construído em 1894 e um de rua. Os locais são lembrados por causa de dois massacres ocorridos durante o cerco de Sarajevo. Um deles matou pessoas que faziam fila para pegar pão da ajuda humanitária. A maioria culpa as forças do exército sérvio pelo massacre, enquanto estes dizem que o governo da Bósnia bombardeou seu próprio povo para chamar atenção das Nações Unidas para conseguir ajuda. Pura teoria da conspiração. Talvez não saberemos nunca os reais responsáveis.

Vječna Vatra – A Chama Eterna

Construído para homenagear as pessoas que ajudaram a libertar Sarajevo do fascismo após a Segunda Guerra Mundial. Esta chama só se apagou uma vez durante o cerco, quando houve falta de combustível na cidade. No muro atrás da chama, foi adicionado posteriormente um texto em homenagem àqueles que ajudaram a libertar Sarajevo da guerra nos anos 90.

Memorial às Crianças de Sarajevo

Seguindo pela Maršala Tita, você vai passar pelo Banco Central e logo depois verá uma praça onde há um memorial em homenagem às mais de 1.300 crianças mortas durante o cerco em Sarajevo. O mais incrível é que o memorial representa uma mãe protegendo seu filho e é feito de material coletado após a guerra, como armas e granadas. Crianças amigas das que foram mortas deixaram as marcas de seus pés na escultura. 

Memorial às crianças de Sarajevo

Uma das Rosas de Sarajevo (www.trekearth.com)

Rosas de Sarajevo

Aproximadamente 330 granadas caíram por dia em Sarajevo durante os 1425 dias do cerco. As marcas que explosões fizeram no concreto das ruas da cidade formam um padrão que lembram rosas e diversas delas foram preenchidas com resina vermelha. Estas são as “Rosas de Sarajevo” – uma homenagem às pessoas que foram mortas durante o cerco. Andando pela cidade, você encontrará várias dessas “rosas” pelo chão.

Saindo um pouco do centro histórico de Sarajevo, você pode visitar:

Complexo Olímpico – Zetra Olympic Complex & Olympics Museum

Em 1984, Sarajevo orgulhosamente sediou os jogos olímpicos de inverno. Foi feita toda uma estrutura para receber o evento e o museu foi aberto no mesmo ano, pouco depois do encerramento dos jogos. O estádio e o museu, símbolos tão importantes para a cidade, foram alvos dos mísseis durante a guerra também.  Algumas áreas do complexo olímpico serviram para armazenar suprimentos. Os assentos de madeira foram usados para fazer caixões para os mortos. Após a guerra o estádio e o museu foram reconstruídos.

Bijela Tabija – A Fortaleza Branca

Não se sabe ao certo quando a fortaleza foi construída. Alguns estudos apontam que foi aproximadamente em 1550, com um arquitetura que lembra o estilo gótico da Hungria. Visitando este lugar, você tem uma vista panorâmica de Sarajevo.

White Fortress

National Museum

O Museu Nacional da Bósnia e Herzegovina é dividido em quatro partes: arqueologia, etnologia, ciência natural e biblioteca. Neste museu você pode ver a famosa Hagadá de Sarajevo. Hagadá é um texto que narra a libertação dos israelitas do Egito. Os judeus a usam na noite do Pessach – a páscoa judaica. A Hagadá de Sarajevo foi escrita no século XIV, na Espanha. Por causa da inquisição espanhola em 1492, ela passou por várias pessoas até chegar em Sarajevo, onde foi salva mais duas vezes. A primeira vez foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas pediram a Hagadá para jogar na fogueira e o curador do museu a escondeu (ninguém sabe onde exatamente), arriscando sua vida por dizer que outro oficial nazista já havia levado a Hagadá. Ela reapareceu após o fim da guerra no Museu. A segunda vez o então diretor do museu Enver Imamović se arriscou com diversos policiais para buscar a Hagadá de dentro do museu e transferir para um cofre no Banco National durante a época do cerco. Por causa dessas histórias você já vê porque é considerado um objeto de tanto valor para eles. Tudo isso inspirou a escritora Geraldine Brooks a escrever “Memórias do Livro”, uma ficção baseada na história da Hagadá. Muito bom livro por sinal!

Um pouco mais da história da Hagadá de Sarajevo no site oficial: http://www.haggadah.ba/?x=1

Times of Misfortune Tour

Se você quer conhecer a história de Sarajevo durante a época do cerco, tem que fazer a Times of Misfortune Tour, pela Insider Sarajevo. Os guias contam um pouco da história do conflito e como era a vida durante o cerco de Sarajevo (afinal eles viveram tudo isso) enquanto levam o grupo para ver os lugares que foram relevantes e que sofreram mais com a guerra, como o Complexo Olímpico e o Túnel (Tunnel of Life – obrigatório visitar em Sarajevo!). Aqui tem muita história pra contar e por isso vou fazer um post só para esse tema.

Panorama de Sarajevo

Outras atrações que você pode visitar são: Parque At Mejdan & Music Pavillion, House of Spite, o Main Park (um parque que tem uns túmulos no meio do caminho, muito estranho), Galeria Nacional, Teatro Nacional e a Academia de Artes.

EU NÃO FIZ, VOCÊ PODE FAZER!

Tem muitos passeios e excursões a partir de Sarajevo onde você pode aproveitar muito da belíssima natureza da Bósnia e conhecer a cultura dos vilarejos do país.

  • Bosnian Pyramids
  • Lukomir
  • Skakavac waterfall
  • Sutjeska National Park (põe no Google imagens, certeza que você vai ficar com vontade de ir!)
  • Umoljani – 7 watermills
  • Rafting no Rio Neretva

Confira no site da Insider e da Green Visions.

POR QUE IR A SARAJEVO?

Sarajevo é um lugar conhecido como o encontro do oriente com o ocidente. Isso já é motivo suficiente para ser um lugar fantástico. Toda a influência do Império Otomano nos mostra uma cultura bem diferente do que estamos acostumados. Ainda temos a possibilidade de observar a mistura étnica e como as pessoas souberam [sobre]viver e seguir em frente após as guerras mundiais e conflitos que deixaram a cidade com profundas marcas que ainda estão cicatrizando. Sarajevo é de fato um lugar único e cheio de muita história! No próximo post: a vida durante e depois do cerco de Sarajevo.

Sarajevo ❤

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Mostar

– Meu, ficou maluca? O que você vai fazer na Bósnia?

Resposta padrão de todos meus amigos quando eu dizia que queria ir pra Bósnia nessa viagem. Quando se fala “Bósnia”, provavelmente vem à memória da maioria das pessoas a triste guerra, o cerco de Sarajevo que passava na TV o tempo inteiro e as minas terrestres que ainda estão espalhadas pelo país. Mas não tinha jeito: quanto mais eu lia sobre o país, mais vontade eu tinha de ir pra lá. Como seria um país que passou por uma guerra tão recente? Como seria o povo? Obviamente não foi o país mais bonito que eu conheci, mas o que eu vi lá e o jeito das pessoas me marcou de uma forma que tomei a passagem pela Bósnia como uma lição de vida. No decorrer dos posts vou contar o porquê.

De Dubrovnik a Mostar

Em Mostar há uma estação de trem, mas em Dubrovnik não, então fui de ônibus. Diariamente saem uns 3 ou 4 ônibus de Dubrovnik a Mostar. O percurso dura mais ou menos de 3 a 4 horas. A estrada vai passando por lugares muito bonitos, bonitos e a partir daí,  pouco a pouco você começa a enxergar as marcas de uma das guerras civis mais sangrentas da história. Casas abandonadas no meio da estrada, com muitas marcas de tiro, algumas totalmente destruídas, acredito que por causa de algum míssil ou granada. É a preparação para o que vem pela frente em Mostar.

Mostar

Em Mostar

Os conflitos entre os países da antiga Iugoslávia foram tantos que é até difícil explicar de forma individual. Na Bósnia há três etinias e religiões dominantes:  bósnios sérvios (cristãos ortodoxos), bósnios croatas (católicos romanos) e bosníacos (ou bósnios muçulmanos) – como podemos ver, são os motivos de sempre para fazer guerra. Após a declaração de independência da Bósnia e Herzegovina, Mostar a princípio foi atacada pelo exército Iugoslavo (JNA). O então Conselho de Defesa da Croácia (formado pela etnia bósnio croata) e o Exército da República da Bósnia e Herzegovina  (bosníacos) uniram forças para expulsar o JNA de Mostar, e pouco após conseguir, o Conselho de Defesa da Croácia cercou e atacou a cidade entre 1992-1993. O cerco só acabou quando o Exército da República da Bósnia fez uma operação para conseguir tomar o poder novamente e acabar com o cerco. Podemos dizer que foi uma guerra entre croatas e muçulmanos.

Mostar é uma cidade histórica bem pequena e sem muitos recursos. Desta forma, mesmo tantos anos depois, eles não conseguiram reconstruir muita coisa. Se eu senti um soco no estômago vendo as esparsas casas destruídas à beira da estrada, meus olhos encheram de lágrimas quando o ônibus entrou na avenida principal. É muito diferente você ver uma foto aqui, outra ali enquanto lê a história e VER o conjunto todo com seus próprios olhos. É como se você conseguisse sentir um pouco do terror que as pessoas passaram ali. Marcas de bala para todos os lados e muitos edifícios completamente em ruínas, abandonados. À noite deve ser quase uma cidade fantasma.

Banheiro da estação em Mostar

A estrutura da cidade é meio precária. No guia que eu comprei diz que só há duas estações de ônibus, dois correios e dois corpos de bombeiros – um Croata e um Bosniak. A estação de trem fica ao lado da estação de ônibus. Para sentir a precariedade do lugar, basta ver o banheiro da principal estação de ônibus: a placa do banheiro feminino lembra uma mulher nos anos 80. Precisa pagar para usar o banheiro, e quando você entra, uma bela surpresa. Pelo menos tem wi-fi grátis na estação =)

Eu não sei como é a relação entre as pessoas dessas etnias na cidade, mas posso garantir que precisei de ajuda para chegar na Old Town de Mostar e as pessoas foram muito simpáticas e prestativas, apesar de muitos falarem só um pouco de inglês. Os que não falavam, eu dizia “Stari Grad” (cidade antiga) ou “Stari Most” (ponte antiga) e eles não só me apontavam a direção (uma senhora até desenhou o trajeto num pedaço de papel!) como só faltaram sair pra me levar até lá.

Curiosidade: o “ali” dos bósnios é igual o “ali” do mineiro: pelo que eles falam parece que é perto mas a distância é bem grande. Aconteceu comigo tanto em Mostar como Sarajevo. Em Mostar eu fiz tudo a pé mesmo, mas em Sarajevo, se você estiver cansado e não quiser andar, seja específico: peça a informação onde você pega o tram para ir para seu destino.

A princípio pode ser assustador andar por Mostar por causa de toda aquela destruição aparente, mas não tenha medo: não vi nenhuma pessoa suspeita na rua. Há poucos mendigos na cidade, mas a maioria pede em silêncio.

Mostar

Ruínas em Mostar

Marcas da Guerra

Muitas marcas

ONDE IR

OLD TOWN (STARI GRAD)

Deixei minha mochila no “Garderoba” – o guarda-volumes da rodoviária, peguei alguns marcos bósnios no ATM (mas lá eles aceitam euros e kunas também) e fui caminhar pela cidade antes de pegar um ônibus para Sarajevo. Fui seguindo o caminho que as pessoas me indicaram até chegar na Old Town de Mostar, que mostra bem a herança do Império Otomano na Bósnia. O comércio é bem intenso lá e as coisas são baratas. Andei bastante, fiz compras, escorreguei nas lisas pedras da Old Town, passei por algumas mesquitas, mas a minha surpresa maior foi chegar perto do rio Neretva. Acho que foi o rio mais lindo que eu já vi. A valsa “Danúbio Azul” (que de azul não tinha nada) deveria se chamar “Neretva Azul”, certeza! Com o calor, muita gente estava tomando banho no rio.

Rua da Old Town

OLD BRIDGE (STARI MOST)

A Stari Most (Ponte Velha) é o símbolo de Mostar. Ela foi finalizada no século XVI e inclusive havia sobrevivido à ocupação italiana na Segunda Guerra Mundial, mas não sobreviveu aos ataques dos bósnios croatas em 1993. Após o término da guerra, fizeram uma réplica da ponte original e ela inaugurou em 2004.

Old Bridge – Stari Most

MUSLIBEGOVIC HOUSE

Este hotel / museu conta um pouco da história do período do Império Otomano.

Site Oficial: http://www.muslibegovichouse.com/

MUSEUM OF HERZEGOVINA

Exposições e mostras históricas sobre Mostar e a Herzegovina. Conta com milhares de documentos, objetos e achados arqueológicos em sua exposição permanente.

Site Oficial: http://www.muzejhercegovine.com/

MESQUITAS

Para quem nunca teve a oportunidade de ver uma:

  • Karadozbeg Mosque
  • Koski Mehmed Pasa Mosque
  • Roznamedzi Ibrahimefendi Mosque

RUÍNAS

Você vai encontrar ruínas em toda a parte, mas as duas mais visitadas são: as ruínas da Igreja Ortodoxa e as ruínas do Ljubljanska Banka Tower.

Uma galeria de fotos de Mostar: http://www.pbase.com/alangrant/mostar

POR QUE IR A MOSTAR:

Um passeio por Mostar é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que você vê pura história e uma bela natureza, você vê as marcas da guerra de uma maneira muito profunda. Nesse momento que você se sente mal porque às vezes tem tudo, nunca passou por uma situação tão bizarramente horrível mas vira e mexe reclama por pouco, se amargura por menos ainda. Apesar das cicatrizes ainda não fechadas de uma guerra recente e de ainda existir uma barreira étnica no país as pessoas tratam quem vem de fora bem, não são revoltadas. Ir à Mostar ou outro lugar da Bósnia pode sim trazer uma lição que faz você refletir e melhorar. Fui aprender um pouco mais da força desse povo em Sarajevo. Conto tudo no próximo post.

Rio Neretva

Beleza natural de Mostar

Kotor e Budva

Como falei no post anterior, em Dubrovnik há possibilidade de fazer tours de um dia a Montenegro. Existem algumas opções diferentes de passeios para Montenegro e você pode escolher qual te chama mais atenção. Eu fiz pela Lea Travel por €40, um preço mais barato do que eu tinha visto em outras agências pela internet, onde a faixa estava entre €50 a €60.

Essas excursões partem de hotéis mais conhecidos. Você não precisa estar hospedado naquele hotel, é só você ver qual da lista está mais próximo da sua acomodação. Como eu estava no hostel próximo ao Pile Gate, a excursão saiu do Hilton, que ficava do outro lado da rua. Bem fácil.

O que pode ser um incômodo é a espera na fronteira. Além dos carros há vários ônibus cheios de turistas e os oficiais entram nos ônibus, pegam todos os passaportes, levam pra cabine, fazem a leitura e carimbam. A guia croata se irritou um pouco por causa de alguns albaneses, que segundo ela, viajam sem um documento necessário para apresentar na fronteira e ficam o maior tempo na imigração, enquanto os Montenegrinos tem fama de preguiçosos. Mas depois de passar pela fronteira, a chegada é rápida em Kotor.

Caso você queira ir por conta, há ônibus todos os dias saindo de Dubrovnik a Kotor. A viagem dura aproximadamente 3h justamente por causa do processo de atravessar a fronteira.

Ilha Our Lady of the Rocks

KOTOR

O caminho a Kotor é lindo: a baía de Kotor com sua água azul turquesa e belos fiordes deixam a paisagem um tanto quanto pitoresca. No passeio, dá para ver de longe a famosa ilha artificial chamada “Our Lady of the Rocks”, onde há uma igreja que deixou de ser Sérvia Ortodoxa para ser Católica Romana. A atração principal de Kotor com certeza é sua cidade antiga (“Old Town” no inglês, “Stari Grad” na língua local). Se você pretende conhecê-la a fundo e subir as muralhas até o topo da montanha, não faça com uma visita guiada pois você não terá tempo.

Os locais mais visitados são: Torre do Relógio, as muralhas (de onde você pode ter uma vista bem legal – uma pequena parte você pode andar de graça, a outra tem que pagar), e o museu marítimo. Caminhe e conheça as lojas, restaurantes e pequenos palácios do local. Curta a paisagem.

Pra quem está fazendo um passeio por conta em Kotor: se tiver disposição, suba até o topo, no Castel St. John e no Small Fort. Você vai passar por outras fortificações e até igrejas no meio da subida.

Muralhas de Kotor subindo pela montanha

Em frente à entrada principal de Kotor Old Town

Kotor Old Town

Varal gigante entre duas torres de Kotor

BUDVA

Em Budva, paramos para comer em um restaurante à beira de uma linda praia que possui uma grande variedade no cardápio: massas, frutos do mar, Goulash, Ćevapi, etc. por um bom preço. Depois fomos conhecer a Old Town de Budva, que fica à beira do Mar Mediterrâneo. A Old Town de Budva teve que ser reconstruída após um terremoto em 1979.

Mas Old Town de novo? Sim, como em Dubrovnik, assim como em Kotor. Mas cada uma história diferente, com beleza e com paisagens mais lindas que as outras!

Vista das muralhas de Budva

Alfabeto cirílico da língua sérvia, também falada em Montenegro

Budva Old Town

Aproveite os sorvetes de diversos sabores pra refrescar do calor do Mediterrâneo, eles custam centavos de euro =)

Na volta da excursão, pegamos um Ferry Boat para chegar até onde o ônibus estava. O trajeto é rápido mas é muito bonito.

Eu meio que me arrependi de ter feito apenas uma excursão de um dia pois não consegui andar pra ver muita coisa nem em Kotor, nem em Budva. Não consegui parar pra saber um pouco mais da história de lá. Por isso não tenho tantas informações a postar aqui por isso eu digo: se você tiver tempo, não faça uma excursão como eu. Vá para Montenegro e passe alguns dias lá. As praias são tão bonitas quanto as da Croácia!

Próximo post: Mostar. Até lá!

Praia em Budva

Dubrovnik

Em 1929 o escritor irlandês George Bernard Shaw visitou Dubrovnik e gostou tanto que a chamou de “pérola do Adriático”. Quase 85 anos depois, a cidade faz jus à esta menção com suas ilhas encantadoras, um mar azul que nunca vi tão bonito igual e muita história. Não é à toa que é um dos destinos mais procurados da Europa. Como o próprio George disse, “se você quiser ver o paraíso na terra, venha a Dubrovnik”. Sendo assim, vamos a algumas dicas do que ver e fazer em Dubrovnik.

Vista das muralhas da Old Town

De São Paulo a Dubrovnik

Você vai ter que fazer conexão em algum outro país obrigatoriamente. Comprei passagens pela Swiss na Decolar.com. e haveria uma conexão em Zurique, mas o voo até Dubrovnik foi cancelado e me realocaram em um voo da Lufthansa com conexão em Frankfurt.

Se você nunca pegou um voo com conexão, não se preocupe: sua bagagem é despachada direto ao destino final, o único incômodo é ter que esperar o segundo voo algumas horas no aeroporto. Pelo menos, o aeroporto de Frankfurt é gigantesco e você pode andar bastante nele. Se você não sair do aeroporto, não precisa passar pelo oficial de imigração.

Chegando em Dubrovnik, na imigração só conferiram meu passaporte e carimbaram, sem perguntas.

O aeroporto de Dubrovnik na verdade fica em Čilipi, a uma distância de aproximadamente 20km do centro. Para sair de lá, não precisa gastar seu dinheiro com táxi. Há um ônibus que sai do aeroporto em direção à Old Town (Pile Gate) que vai para em quatro pontos principais. Eu paguei 35kn para ir até o Pile Gate. Kn é o símbolo de kuna, a moeda da Croácia. No desembarque, há uma casa de câmbio se você precisar trocar euro por kuna e caixas eletrônicos caso você queira fazer saque com um travel money.

Croata vestindo roupas típicas, tocando na Old Town

Em Dubrovnik

Se assim como eu você pretende visitar Dubrovnik no verão, reserve sua acomodação com muita antecedência. A cidade é pequena e o destino é muito procurado. Além disso, prepare seu bolso: tudo em Dubrovnik é caro. Há muitos hotéis 4 e 5 estrelas e uma diária pode custar seu rim. Uma coisa muito comum lá é famílias alugarem andares ou quartos de suas casas para turistas. Até no Booking.com eu vi isso. Mesmo assim, a diária pode ser cara. O melhor lugar para ficar é na região do Pile Gate, a entrada principal da Old Town. Além de ficar ao lado da atração principal da cidade, ali há muitos supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes, sorveterias: tudo o que você precisa para sobreviver, um ao lado do outro.

Como já falei, a cidade é bem pequena. Mesmo que você queira ir de uma ponta a outra, você não leva mais que meia hora dentro do ônibus. As passagens custam 15kn se você comprar com o motorista ao entrar no ônibus e 12kn se você comprar antes na banca. Os pontos de ônibus possuem as informações de itinerário e o motorista também pode te ajudar se você tiver dúvida. Dubrovnik é um lugar seguro para andar em qualquer horário.

Na época que eu fui 1€ = 7kn, então eles acabam arredondando os valores de alguns produtos a fim de aceitar euro. Assim, muitas lojas e restaurantes aceitam euros também.

Não se preocupe em comprar passeios guiados antecipadamente, seja pelo Viator ou nos sites das agências. Existem muitas opções de passeios em Dubrovnik, muitas agências diferentes e lá você com certeza pode achar passeios por um preço muito mais em conta do que você vê pela internet.

Não há trens em Dubrovnik. Se você quiser se deslocar para algum outro lugar, tem que ser de ônibus. Além de destinos dentro da Croácia, como Plitvice (10h), Zagreb (11h) e Zadar (8h), você pode ir até Mostar e Sarajevo na Bósnia ou Kotor em Montenegro. A rodoviária é pequena e simples e não aceita cartões, só dinheiro. Pelo menos há uma casa de câmbio caso você esteja sem nenhum kuna. Se você quiser realmente pegar um trem, tem que ir de ônibus até Ploče ou Split primeiro.

A manteiga que parecia queijo =(

Não sei se é pela proximidade com a Itália, mas se come muita massa em Dubrovnik. Tem muita coisa com frutos do mar, cogumelo e carne também. Nas casas de salgados há diversos sabores de bureka. Nada muito estranho ao nosso paladar. Só cuidado ao pedir café da manhã: no cardápio está escrito que vem mel, manteiga, queijo, pães, café e suco mas o que parece queijo na verdade é manteiga (sim, eu dei uma bela mordida na manteiga achando que era um pedaço de queijo).

Por ser um destino totalmente turístico, eles falam inglês muito bem. No geral, o atendimento em tudo quanto é lugar que eu fui foi excelente. Tudo contribui para que uma viagem a Dubrovnik seja muito boa!

O Hotel

Fiz minha reserva no Hostel World para o Hostel Marker, que fica bem próximo ao Pile Gate, descendo uma escadinha no meio dos restaurantes. O endereço que é divulgado é do escritório de administração do Hostel. As acomodações encontram-se espalhadas em diversos pequenos prédios próximos à Pile Beach. Há quartos individuais e quartos compartilhados. Meu quarto era muito bom, só não tinha ar condicionado. Senti um pouco de falta por causa do calor que fazia lá! De resto, o Sr. Marker e o Martin são muito legais e me ajudaram muito tirando minhas dúvidas e me passando informações.

O QUE FAZER

 

Chocolate e cerveja da Croácia

OLD TOWN

Há controvérsias sobre a origem da cidade antiga de Dubrovnik e suas muralhas. Diz a lenda que a cidade foi fundada aproximadamente no século VII para abrigar refugiados de Epidauro, Grécia. Porém, há alguns indícios arqueológicos que apontam a possibilidade de que essas muralhas tenham sido construídas em tempos antes de Cristo. Hoje há diversas lojas (muitas de souvenirs), restaurantes, bares e cafés na Old Town, mas também muitas pessoas moram lá. Permita-se se perder entre suas ruas estreitas e simpáticas, sinta um pouco como é a vida de quem mora ali. Pegue um mapa e tenha como referência a Stradun, rua principal. Aproveite os mercados para experimentar alguns produtos feitos na Croácia. A única coisa que me decepcionou um pouco foi o fato de nas lojas só ter camisa genérica da seleção croata e ninguém soube me dizer onde poderia comprar uma oficial. Mas enfim…

Minha dica é que você não perca por nada desse mundo a oportunidade de caminhar na muralha (City Walls). De preferência, vá em um horário que já não esteja tão quente a temperatura. Se possível, veja o pôr-do-sol. Tome cuidado pra não escorregar nas pedras. Te garanto que a vista vai fazer você esquecer todo o cansaço dos 2km dessa caminhada cheia de rampas e degraus.

Old Town

FORTALEZAS

Como antigamente havia muita preocupação com as defesas da cidade, há diversos fortes na Old Town e seus arredores, sendo os principais:

  • Bokar Fortress
  • Minceta Fortress
  • Fort of St. Lawrence (Lovrijenac)
  • Revelin
  • Fort of St. John

Pile Beach e Lovrijenac Fortress ao fundo

CABLE CAR

No topo do Bondinho, você estará a 405m acima do nível do mar, tendo uma vista maravilhosa de Dubrovnik. Tem gente que acha que o ingresso só pode ser comprado lá embaixo, perto da saída da Old Town, mas há uma bilheteria também dentro da entrada do Cable Car, que fica encoberta pela fila das pessoas que já compraram o ingresso. É só pedir licença pra ir até a bilheteria que geralmente tem poucas pessoas na fila ou quase ninguém. Na sala de espera para voltar à cidade, você vê algumas fotos do Bondinho destruído na época da guerra. Ele foi reaberto em 2000, 19 anos depois do exército Iugoslavo de Montenegro ter atacado a cidade em 1991.

Site: http://www.dubrovnikcablecar.com/

Cable Car e vista panorâmica

Fotos do Cable Car destruido pelos conflitos de 1991

PRAIAS

Apesar de ter um mar tão lindo, azul e limpo, a maior parte das praias não tem areia – só pedras. Pra nós que estamos acostumados com uma areia bem fofinha pode parecer muito estranho – principalmente quando vê gente usando um tipo de sapatilha esportiva pra entrar no mar (o que me levou a deduzir que é pra não machucar os pés nas pedras). Algumas das praias mais famosas de Dubrovnik são:

  • Banje Beach – Bem próxima da Old Town, você pode alugar cadeiras e guarda-sol;
  • Copacabana Beach  – sim, eles tem uma praia chamada Copacabana que não tem nada a ver com a nossa!
  • Lapad Beach – os hotéis dominam a orla, por isso é uma das mais frequentadas;
  • Pile Beach – recomendo aqui pra quem curte caiaque.

Copacabana da Croácia

ELAFITI ISLANDS

A Croácia possui quase 700 ilhas e visitar as ilhas Elafiti é obrigatório para quem está em Dubrovnik. As principais ilhas do arquipélago são Šipan, Lopud e Koločep (são as ilhas habitadas). Há diversas agências que vendem um passeio de um dia inteiro para essas ilhas e os preços variam. O mais barato que encontrei foi pela Lea Travel (a agência fica do outro lado do posto de informações turísticas do Pile Gate) por €40, com almoço incluso. O cenário é paradisíaco. Em Lopud há praias com areia mesmo. Šipan, a maior ilha, possui vinhedos e olivais.

Uma coisa que me chamou atenção no passeio que eu fiz foi o fato de o capitão do barco pescar na hora os peixes que seriam preparados para o almoço. Isso sim que é peixe fresco!

Uma das praias de Lopud

Chegando a uma das ilhas

Pescando o almoço

Um pouco do luxo que a Croácia pode oferecer

PASSEIOS DE UM DIA A PARTIR DE DUBROVNIK

Como Dubrovnik fica bem ao sul da Croácia, é possível fazer passeios de um dia à Kotor e Budva (Montenegro) e a Mostar (Bósnia). Fiz um passeio à Montenegro também pela Lea Travel e vou falar no próximo post.

EU NÃO FIZ, MAS VOCÊ PODE FAZER

LOKRUM ISLAND

A apenas 15 minutos de barco a partir de Dubrovnik, a ilha de Lokrum possui um Jardim Botânico com uma biodiversidade imensa. Há um lago chamado Mrtvo More onde até crianças podem brincar.

APRESENTAÇÕES DE DANÇAS TÍPICAS EM ČILIPI

Se você quer conhecer mais a fundo a cultura e costumes dos croatas, há apresentações de danças típicas em Čilipi (a cidade que falei que fica o aeroporto). Essas apresentações só acontecem aos domingos às 11:15 da manhã na praça principal da cidade. Há agências que fazem tour guiado até lá.

Site: http://www.cilipifolklor.hr/english.htm

Outras dicas você encontra no Tourist Board de Dubrovnik.

Eu fui só a Dubrovnik e algumas ilhas, mas no geral a Croácia é um lugar que você pode visitar sem um pingo de arrependimento, principalmente quem ama a natureza. Além de Dubrovnik, alguns destinos muito procurados são Hvar, Split, Zadar e Plitvice, onde há os famosos lagos. Até a capital Zagreb parece ter lugares muito interessantes para visitar. Faça uma boa pesquisa antes de montar o seu roteiro pelo país. Boa viagem!

Plitvice Lakes (retirado de http://www.insoonia.com)