Lisboa, ora pois!

Conheço muita gente que diz não ter vontade de conhecer Lisboa. Eu também não tinha, mas depois de passar por lá percebi que me arrependeria muito se não tivesse escolhido esta cidade como parte do meu roteiro.

Foram 10 horas em um vôo direto da TAP até Lisboa. Eu viajei à noite e dormi o trajeto quase todo.

Chegando em Lisboa, não tive problema algum na imigração. A funcionária só conferiu a foto e carimbou o passaporte sem fazer nenhuma pergunta.

Na saída do aeroporto há um posto de informação turística onde você pode pegar mapas, se informar como funciona o transporte e tirar suas dúvidas sobre os lugares que pretende ir. Para ir do aeroporto ao hotel, eu peguei o Aerobus. Existem linhas de ônibus comuns (que eles chamam de autocarro), mas o bilhete do Aerobus custa €3,50 e vale por 24h em todos os outros ônibus a partir da hora de validação. São 3 rotas diferentes. Você pode se informar com o funcionário responsável do Aerobus que fica na “paragem” do aeroporto.

Peguei a linha 1 – City Center e a parada Marquês de Pombal me deixou literalmente ao lado do hotel que reservei, o Lisboa Central Park. Esse hotel foi um dos melhores que eu fiquei durante a viagem. No quarto havia espaço para 5 pessoas em 2 quartos enormes. O hotel também fica próximo à estação de metrô Marquês de Pombal e em frente ao Parque Eduardo VII, muito bonito por sinal. Recomendo este hotel.

Fiz o check-in e saí correndo para encontrar um pessoal do Clock que havia chegado em Lisboa no mesmo dia que eu (se tivesse combinado não daria certo). Como o Paulo Velho morava em Lisboa há algum tempo, basicamente foi nosso guia por lá . Ele falou para descer no metrô Rossio e procurar a Casa do Alentejo. Eu resolvi não comprar o Lisboa Card no aeroporto. Sabia que faríamos basicamente quase tudo andando, então comprei um bilhete de metrô válido por 24h. Lisboa tem 4 linhas de metrô que atendem bem o turista. Guarde seu bilhete, pois é necessário passar ao entrar e ao sair do metrô.

Durante meu trajeto até lá, percebi que a  relação Portugal-Brasil é muito mais estreita do que eu imaginava. Em todos os lugares há cartazes de “visite o Brasil” e os portugueses ficam todos contentes quando descobrem pelo nosso sotaque que somos brasileiros. Gostam de conversar e dizer que têm parentes no Brasil. Até a música brasileira está presente em quase todo lugar que passei em Lisboa.

Praça D. Pedro IV

Descendo no metrô Rossio, passei por muitos pontos turísticos: Praça D. Pedro IV, Teatro Nacional D. Maria II e o Palácio da Independência. Tem uma variedade grande de lugares para comer entre as estações Rossio e Restauradores. Depois de pedir informação sobre a Casa do Alentejo a um policial e rir da cara dele (porque ele disse que era na Rua das Portas de Santo Antão de um jeito muito engraçado com aquele sotaque), encontrei o pessoal e daí fomos “turistar” de verdade.

Voltando sentido Rossio passamos pelo largo de São Domingos, onde paramos para tomar uma tradicional “Ginjinha”, um licor típico de Portugal (que não gostei muito) e depois pegamos a Rua Augusta, que é cheia de lojas e termina na Praça do Comércio. Não andamos muito até chegar no Elevador de Santa Justa, que liga a Baixa ao bairro do Carmo.

Algo estranho: na Rua Augusta, ficam uns caras parados e quando passam pessoas mais jovens eles oferecem haxixe e maconha como se fosse chiclete. Uns portugueses disseram que na verdade aquilo é mato batido. De qualquer forma, não deixa de ser estranho. Nesta parte do centro, não fique distraído. Tome cuidado com carteiras e bolsas, porque há muitos furtos.

Em Lisboa há muitos senegaleses que vendem bijouterias típicas africanas. Tome cuidado com esses caras porque eles são bem chatos. Começam conversando e te oferecendo as coisas, depois dizem que vão te dar um presente. Não deixe eles colocarem nenhuma pulseira em você, senão irão te pertubar até você dar algum dinheiro para eles caírem fora.

Largo da Sé

Bem, continuamos andando e chegamos até o Largo da Sé, onde se encontra a cadetral construída no século 12 para o primeiro bispo de Lisboa. O que me chamou atenção nesse lugar foram as ruas estreitas com diversas casinhas coloridas e bondes elétricos antigos.

Depois de entrecotar mais ruas estreitas, chegamos ao Castelo de São Jorge. A entrada custa €7,00. Para informações sobre descontos e horários acesse o site clicando aqui. Segundo o guia de Lisboa, esse castelo foi residência dos soberanos portugueses e após a construção de outro castelo, foi utilizado como teatro, prisão e arsenal. Mais bonito que o Castelo por dentro é a vista que temos do Rio Tejo. Reserve pelo menos 2 horas para andar neste castelo, porque ele é bem grande. Aproveite para subir nas torres, que é muito legal também.

Vista do Rio Tejo a partir do Castelo de São Jorge

A noite desse primeiro dia em Lisboa terminou na Alfama, um bairro agitado onde há diversos bares e restaurantes. Pela primeira vez percebi uma cultura realmente bem diferente. As pessoas compram as bebidas em bares pequenos (geralmente o litrão de cerveja custa €2,00) e ficam em pé na rua, sentadas na calçada ou na praça. Não é costume comprar porções para acompanhar. Se você quiser comer alguma coisa, tem que ir ao restaurante e pedir um prato ou um lanche mesmo. Os restaurantes no geral possuem mesas sempre do lado de fora. O que achei ruim é o atendimento dos restaurantes. Se um garçom é responsável pelo atendimento de um grupo de mesas, nenhum outro garçom pode atendê-las. Significa que caso um garçom fique enrolado em um atendimento, você tem obrigatoriamente que esperar.

Dicas sobre Alfama: http://alfamadowntown.blogspot.com/

Uma das ruas da Alfama

No dia seguinte, fomos até Belém. Com diversas praças e à beira do Rio Tejo, é gostoso andar e curtir todos aqueles lugares bonitos. Do centro, pegamos a “Carrera 28” e descemos na Doçaria Pastéis de Belém para tomar café.

Tem uma fila horrível na entrada para fazer pedidos no balcão mas você pode entrar que tem muito espaço. Os preços de sucos, croissaints e mesmo dos pastéis de belém são razoáveis. Não gastamos muito dinheiro e comemos bem.

Depois de comer aqueles deliciosos pastéis de nata, fomos até a Torre de Belém. Aos domingos, das 10h –  14h não se paga entrada. Dentro da Torre, você conhece um pouco mais sobre a história daquela fortaleza que também servia de referência para os navegadores portugueses. Dali fomos caminhando pela margem do Rio Tejo (que deve ser bem limpo, porque tinha gente pescando) até chegar ao Monumento aos Descobrimentos, construído para celebrar os 500 anos da morte de Henrique, o Navegador – que se encontra à frente do monumento com diversas figuras importantes ao seu redor, todos da época dos descobrimentos. Na volta, passamos pelo Mosteiro dos Jerônimos e a Praça do Império.

Rio Tejo, Monumento aos Descobrimentos, Ponte 25 de Abril e eu brisando

Praça do Império com o Mosteiro dos Jerônimos ao fundo

Dali pegamos um ônibus para ir até o Parque das Nações. Não façam isso, é muito demorado. Melhor pegar o metrô e descer na estação Oriente. De arquitetura moderna, este complexo tem diversas atividades. É lá onde fica o Oceanário de Lisboa, o Parque Marina das Nações e a Telecabine Lisboa (o que chamamos de Teleférico). Eu enchi o saco do pessoal pra ir até lá só pra passear no Teleférico. O trajeto só ida custa €3,95 e valeu a pena. Confira as demais atividades do Parque das Nações clicando aqui.

Telecabine Lisboa

Ao anoitecer tudo acabou em vinho e bacalhau na mesma Rua das Portas de Santo Antão, com direito a Rockabilly e um taxista maluco que disse ser primo do Nelson Piquet. Obrigada Gabi, Velho, Andrey e Ormeni.

Vinho Verde com Bacalhau, ora pois!

http://www.facebook.com/v/207159759349356

Quando voltei ao hotel, já começei a arrumar minha mochila para a próxima parada: Roma.

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